domingo, 8 de dezembro de 2013

A VERDADEIRAS ORIGENS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

VEJAM O DOCUMENTO 



Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que esta: de onde vêm esses bugres que os mareantes toparam no Brasil alvorecente? De que estranhas terras, e como, e de que jeito, e quando, surgiram por aqui esses gentios emplumados, de batoque no beiço, que atroavam os matos brutos com o ribombo dos trocanos e o estrépito das inúbias bárbaras? Uma curiosidade ferretoante, desde a primeira página, chuça o nosso fundo racional. A gente anseia logo por desvendar a origem daqueles dois selvagens, "pardos, maneira de avermelhados, de bons olhos e bons narizes" que Cabral recolheu a bordo, que agasalhou mimosamente, que fez dormir na capitânea sobre coxins da Pérsia, entre muitas fofezas, num aturdimento. Mas a curiosidade aguça-se apenas: não há resposta cabal. Teses, muitas. Autores, muitos. Mas tudo cipoal desnorteante.



CARLOS E CHINESES

Assim, para o nosso preclaríssimo Varnhagen, os silvícolas provêm certamente de povos da mais alta antiguidade. E destes povos, pelas suas semelhanças foram com certeza de "Carlos" os ancestrais do bugre. E lá arrazoa, muito grave:

"O facto dos selvagens do sul se chamarem "Carys", de se denominarem "Caryjós" ("Cariões, escreve o cronista Herrera) e de designarem, como honra, por esse nome, aos europeus que aqui aportavam como amigos (de onde proveio "caryoca") nos deu a suspeita de que os antigos emigrantes teriam este nome. E hoje temos quasi a convicção de que houve effectivamente para o Brasil uma grande emigração dos próprios Carlos… etc." Mas o nosso Varnhagen já vai longe. Quanta coisa afirmou o categórico historiador, lá dos píncaros do seu dogmatismo, que se esbarrondou por terra, em cacos! E nessa questão de etnografia, então, nem vale falar. Já se ventilou tanta hipótese nova! Vários etnógrafos, como de Guignes à frente, bradam, com pesados argumentos, que os bugres descendem em linha reta dos chineses. Vieram os nossos pré-avós pelo estreito de Bhering. Baseiam-se os cientistas, para tal, nem só nas usanças do índio, na cor, nos olhos amendoados, na língua aglutinante, como também, e acima de tudo, num famoso pergaminho, arquivelho, desenterrado por acaso de um palácio de Pequim. E a relação detalhada, com nomes e datas, escrita por um bonzo budista, Hoei-Chin, que partiu com outros missionários chineses, em tempos imemoriais, para a terra de Fong-Sang (América). . .

Mas para outros (e quantos!) nem cários, nem chineses. Os índios são apenas os frutos de nautas que aqui viveram, nautas de países vários, que as procelas e os naufrágios arremessaram nas nossas praias. O homem pré-colombiano tem um pouco de todas as antigas nações navegantes: impossível fixar-lhe um tronco só.



O HOMEM DOS SAMBAQUIS

Mas a etnografia andou. E andou rasgadamente. Descobriram-se ossadas, veio à baila o estudo dos crânios, desencavou-se muito estranho artefato de cerâmica, fizeram-se aprofundamentos terríveis na língua quichua. Só o Sr. Fidei Lopes, insigne glotólogo argentino, descobriu, não há muito, duas mil raízes sânscritas no quíchua! Foi nessas pesquisas, no cavar cemitérios de índios e no coligir ossos fossilizados em "sambaquis" Selvagens, que nasceu a corrente do "Homem dos Sambaquis".

O etnógrafo J. B. Lacerda, e, mais tarde, o Dr, Rodrigues Peixoto ("Nos estudos craniológicos sobre os botucudos") trouxeram da investigação dessas ossadas antiquíssimas uma curiosa convicção. Ei-la: "antes dos índios que os descobridores aqui encontraram, houve na América, seguramente uma raça muito rude, muito primitiva. Trata-se de uma "raça invasora" que desceu lentamente ao longo da costa, desaparecendo depois sem deixar outros vestígios senão as ossadas dos sambaquis". Essa raça inferior não era mais do que uma etapa avançada do homem originário, autóctone, que existia no Brasil. E esse homem autóctone estava descoberto: era o fóssil da Lagoa Santa. Que fóssil é esse?. Antes de falarmos da famosa ossada, que os sábios dizem ser o "homem primitivo", rememoremos o. precursor dessa audaciosa tese.

BRASSEUR DE BOURBOURG

Há um cientista notabilíssimo, grande entre os grandes, o padre Brasseur de Bourbourg, que estudou vastamente as antiguidades americanas. São copiosos os seus livros. Um deles é deliciosamente pitoresco: a tradução, com um prefácio muitíssimo erudito, do "Popol Vuh", o Livro Sagrado dos quichés. Outro é a obra imensa, o louro fulgurante do padre sábio: "História das Nações civilizadas do México e da América Central". Pois foi esse cientista, com a sua autoridade cultista, com a sua autoridade culminante, quem lançou esta novidade atrevida, rudemente chocante: o homem americano não provém de ninguém! Os outros povos, sim, é que provém do bugre: a América é o berço da humanidade! Houve muita gente que zombou de Brasseur de Bourbourg. . . Grande zombaria entre os etnógrafos coevos… Mas a tese do padre, dia a dia, ganha vitórias sérias. Já ninguém mais ousa rir-se da ousadia inovadora. Ainda agora, estudando o Brasil, o Dr. Lund, dinamarquês eminente, outro sábio de nota, o "criador da paleontologia brasileira", chegou a conclusões verdadeiramente de pasmar. Conclusões que cimentam fortemente a hipótese de Bourbourg. Assim, para o Dr. Lund, o tipo ancestral do selvagem é o "homem da Lagoa Santa".



O FÓSSIL DA LAGOA SANTA



Recolheu o sábio ossadas que descobriu em mais de duzentas cavernas. E estudou, especialmente* o homem fóssil encontrado na Lagoa Santa. É um fóssil típico, nunca visto. Tem, segundo afirma, todos os caracteres físicos de ossos fósseis. E assinala, muito particularmente, o fato de "serem tais ossos em parte "petrificados", parte penetradas de partículas férreas". Ora, a "imensa idade dos fósseis" ressalta materialmente provada. É tamanha essa antiguidade que vai além do descobrimento do Brasil. Mais do que isso: vai além de "todos os documentos que existem sobre o homem". E isto porque, até hoje, ainda ninguém achou, em parte alguma, ossos humanos em estado de petrificação. Demais, pelo estudo dos crânios, afirma o Dr. Lund que eram estes do "tipo geral da raça americana", mas que "diferiam de todas as raças humanas existentes!"

Ao mesmo tempo que concluía serem assim as ossadas descobertas as mais velhas do mundo, estudava 0 dinamarquês as condições geológicas do Brasil. O Dr. Lund é mestre nesta especialidade.

E pela disposição das rochas primitivas, pelos estratos que as circundam, pela formação dos depósitos marítimos secundários, o ilustre professor firmou-se nesta convicção, que aturdiu os geólogos de todo o mundo: "o Brasil já existia, quando as mais partes do mundo estavam submersas no seio do oceano universal. E assim pelo que ficou exposto, toca ao Brasil o título de SER O MAIS ANTIGO CONTINENTE DO PLANETA".

As premissas do sábio, como se vê, são claras:

O Brasil é o país mais velho do mundo; o homem da Lagoa Santa, que a habitava, é também o homem mais velho do mundo.



Donde, esta conclusão natural: não são os bugres Que provieram de. outros povos, mas sim os outros povos, que provieram do bugre. A América foi o berço da humanidade.

Eis a ciência, a mais moderna, alicerçando as ousadias do padre Brasseur de Bourbourg.

A TESE DE ONFROY

Mas de todas as teses explicativas da origem do homem americano, não há nenhuma tão fascinante como a de Onfroy de Thoron. O grave cientista viveu doze anos na América. Estudou, pesquisou, meteu-se no mato, atirou-se às cavernas, decifrou monumentos, tudo! Exímio conhecedor das línguas selvagens, tendo penetrado com profundeza a quíchua, o sânscrito, o grego antigo, o hebraico, erudito tremendo, Onfroy de Thoron lançou uma corrente etnográfica que é pura maravilha de argumentação. Uma corrente que, pelo bizarro, toca às raias da mais sedutora fantasia que a ciência possa engendrar.

Onfroy de Thoron demonstrou, com rigorosa lógica, que os índios do Brasil provêm de um só povo: são descendentes dos marinheiros bíblicos de Salomão, o grande rei! Não conheço tese defendida com mais calor, com mais eloquência, com mais convicção. É ele quem exclama, a uma assembleia de sábios, categoricamente: "A descoberta que fizemos — do caminho que seguiam os navios de Salomão e do Rei de Tiro há 2.880 anos, para chegar à América será nesta memória demonstrada de maneira irrefutável". — Sigamos o etnógrafo sedutor.

Andam pelos livros sagrados referências constantes às pedras raras do "país de Ofir", ao ouro de "Parvaim", as maravilhas de "Tarschisch". No Paralipómenos, Livro II, há isto: "Salomão adornou o seu palácio de belas pedras preciosas e do "ouro de Parvaim".

Pois bem: Onfroy de Thoron, com larga erudição, com lógica absolutamente cerrada, chega a localizar tudo isso — Parvaim, Ofir, Tarschisch — no Brasil! Parece incrível mas é a verdade. Mas como pôde Onfroy chegar assim a tão estranha conclusão? Leiamo-lo, Está tudo no "Voyage de Vaisseaux de Salomon au fleuve des Amazones" publicado pela Câmara de Manaus, 1876.

PARVAIM

Eis o engenho admirável com que o etnógrafo localiza Parvaim na bacia amazônica:

"Comecemos, por fazer conhecer "Parvaim". O exame dessa palavra é importante; ela por si só é uma revelação. Salomão conseguia o ouro de outra parte que não fosse de Ofir e Tarschisch. Conseguia-o de Parvaim. Parvaim é pronúncia alterada de "Paruim", por isso que o antigo alfabeto latino confundia o "v" e o "u"; que o "iod" que é a vogal "i", muitas vezes se lê com a pronúncia de "ai" em hebraico. Porém, no texto hebraico, o ouro de "Parvaim" está escrito "Zab-Paruim"; no grego dos Setenta, acha-se igualmente "Paruim". A terminação "im" indica o plural hebraico. E vem acrescentado a "Paru", porque, efetivamente, existem na bacia superior do Amazonas, no território oriental do Peru, "dois rios auríferos", um com o nome de "Paru", outro, com o de "Apu-Paru", o "rico Paru". Ora, os dois rios de nome "Paru" fazem justamente, no plural, o "Paruim" dos hebreus. Eis, pois, um dos lugares bíblicos perfeitamente indicado e por nós descoberto!"

De onde se vê que o pobre, o selvagem rio Paru, no vale do Amazonas, é o tal falado "Parvaim" dos hebraicos… Mas não é só Parvaim. A famosa "Ofir" também fica no Brasil. Escutemos o sábio:

OFIR

"Para se ter uma ideia do que era Ofir, é mister procurar a significação deste nome; porém, antes de tudo, é necessário certificar-se do modo por que se escreve em caracteres hebraicos. No cap. 10 do Livro I dos Reis, v. II, acha-se escrito em língua hebraica de dois modos: "Apir" e "Aypir", e no cap. 9, v. 28, assim se lê — "Aypirá". Mas "Aypirá" não é senão o nome mal pronunciado de Yapurá, grande afluente do Amazonas, ou do rio Soliman. Assim, como se vê, nada se opõe a que o "Aypirá" da Bíblia tenha vindo do nome do rio Yapurá.

Esta última palavra é composta de "Y" que significa "água", e de "apura", que é o nome de "Apira" ou Apir, "água ou rio de Apir ou Ofir". Este lugar célebre está, pois, achado e claramente designado; e, apesar de uma distância de 2.880 anos, seu nome só tem sofrido a alteração de uma vogal: Yapurá, em lugar de Yapira. E isto no meio de povos selvagens que não falam hoje o quíchua dos Antis."

Não pode haver nada mais concatenado, nem mais bizarro! Um Ofir no Brasil… O rio Yapurá é a decantada Ofir! E isto sustentado ferozmente por um sábio, e não por um poeta. Vamos agora a Tarschisch.

TARSCHISCH

"Foi evidentemente esta região (alta Amazónia) que no tempo de Salomão recebeu o nome de Tarschisch, pois a etimologia, desta palavra é da língua quichua, que é a dos Antis.

Tarschisch origina-se de "Tari" "descobrir", "chichy" "colher ouro miúdo". Tarschisch é, pois, o lugar onde se descobre e colhe o ouro miúdo. O abandono de Ofir, a vizinhança de Parvaim, que foi preciso também abandonar, pois que era necessário internar-se consideravelmente, as facilidades oferecidas pelas novas descobertas e a etimologia de Tarschisch, são um concurso de circunstâncias que determinam a região onde se achava Tarschisch".

Assim, identificados os três lugares bíblicos, ainda há, frisante, a prova provada da influência de Salomão no Brasil. É o rio Solimões. Eis:

SOLIMÕES - SALOMÃO

"O rio das Amazonas, desce da embocadura do Ucaial, até a foz do rio Negro, tem ainda o nome de "Solimões". Pois bem: este não é nem mais nem menos que o nome alterado de "Salomão", nome que ao grande rio tinham dado as expedições do rei-poeta. Em hebraico é "Solima", em árabe "Soliman". Ora, os cronistas referem que a oeste do Pará existia uma grande tribo conhecida pelo mesmo nome de "Solimões" ou "Soliman".

* * *

O que mais enleva em Onfroy não é tanto o arrojo da tese: é o entusiasmo, a quentura, a forte sinceridade com que ele eruditamente a defende. O sábio, eloquente e lógico, quase convence. E a gente, ao fim do livro, por menos sonhador que seja, fecha os olhos fascinado: e vê desfilar, mastreada e garbosa, a frota do rei magnífico. As grossas galeras, com dragões talhados à popa, rasgam pesadas as águas do Amazonas. Homens, esguios como tamarindeiros, toscamente cobertos de pele de dromedários, batem os remos na correnteza virgem, ilhada de vitórias-régias. São todos eles do país moreno dos sicômoros e das cisternas. Têm olhos febrentos como as areias lampejantes dos seus desertos. E vêm todos, num deslumbramento, a romper a bruteza pré-histórica dos nossos matos, buscar ouro e monos para as trezentas mulheres do poeta da Sulamita…










Muitas pessoas estranharam que se pudesse ter conservado um crônica completa dos reis do Peru por espaço de tão largo período, e por isso colocaram em duvida a exatidão d’estas datas. No entretanto é fato hoje verificado que os quíchuas, nome de nação sobre que reinavam os incas, podiam formar e efetivamente formaram verdadeiros livros, por um método de escrita chamado “Quipo” e inventado pelos Tahuantinuyanos, o qual consistia na combinação de fios de diversas cores, com os quais perpetuavam o pensamento. O fanatismo maometano destruiu a biblioteca de Alexandria. O fanatismo cristão veio também destruir a biblioteca dos Yncas- Aqui vai o texto notável documento que prova esse fato. Descoberto ano passado em Lima, e citado pelo Dr. J.F. Nodal em sua gramática da língua quíchua, Cuzco 1872, pg .95. “ E por quanto entre os índios, que ignoraram as nossas letras, os livros sejam substituídos por sinais a que os mesmos denominam QUIPOS , dos quais ressaltam os monumentos da superstição antiga, nos em que esta conservada a memória de seus ritos e cerimônias e leis. POR ISSO OS BISPOS DEVEM CUIDAR DE QUE TODOS ESSES INSTRUMENTOS PERNICIOSOS SEJAM EXTERMINADOS. E assim apagou-se para sempre uma das mais curiosas paginas da humanidade. 

O SÂNSCRITO É A LÍNGUA MAIS ANTIGA DO BRASIL?

ANTIGOS CRUZAMENTOS

Tudo nos induz a crer que, ao tempo do descobrimento, havia aqui na América duas raças, uma –que é tronco – vermelha, cuja existência remonta como disse, a muitos mil anos; outra cruzada com raças brancas.
Um dos cruzamentos com o tronco branco deixou em si documento mais autêntico do que se assenta a história, e esse documento são milhares de raízes sânscritas que se encontram no Quíchua, segundo a comparação feita pelo Sr. Fidel Lopez, de Buenos Aires, em sua recente obra- RAÇAS ARIANAS NO PERU; idênticos vestígios se encontram em outras línguas, como o demonstra o Padre Brasseur de Bourbong em sua Gramática da Língua Quiché e seus dialetos.

“Lyell’s Prino. Of Geologi t.II PAG 479 Londres 1872” porem o estabelecimento da humanidade na America, apesar de ser um fato comparativamente recente, pode remontar até o período paleolítico da Europa Oriental 



LINGUAS ARIANAS DA AMERICA mais de 10.000 a.c

Parece hoje fora de dúvida que o sânscrito forneceu cerca de duas mil raízes ao quíchua.
Relações entre as línguas americanas e esta grande língua asiática, de onde se originaram as sete línguas atuais da Europa, haviam pressentido de muitas. Os estudos sérios de biologia comparada datam da publicação da gramática de Bop.

Auxiliado pelo General Urquiza, que coligiu documentos quíchuas, a peso de ouro, o Sr. Fidel Lopez começou seus estudos comparativos entre a língua dos incas e a em que estão escritos os Vedas, talvez o mais antigo monumento da sabedoria humana. Auxiliado depois por um egiptólogo, que propositalmente foi a Buenos Aires e publicou em francês a sua obra: Raças Arianas do Peru, em que apresenta centenas de raízes quíchuas idênticas a raízes sânscritas. O doutor em leis José Fernandez Nodal , publicava em Cuzco (1872) Os Elementos de gramática quíchua ou idioma de los Yncas, um volume com 444 paginas, facilitando assim a comparação dessa curiosa língua americana com o sânscrito, depois de ter lido os trabalhos de Srs Fidel Lopez, Brasseur de Bourbourg e Nodal, convenci-me de que as línguas de que tratam sofreram profundas modificações em seus vocabulários por vocábulos sânscritos. Uma raça ariana, portanto esteve largamente em cruzamento com os índios americanos e os incas e seus progenitores eram filhos dos plateaux ou araxás da Ásia Central. Ignoro se existe no Brasil alguma língua que com justa razão com tendo afinidade com o sânscrito; se há o guaicuru deve ser uma delas.



AS TRIBOS INDO-ARIANAS NAS AMÉRICAS


Na área inteira da América do Sul, nós achamos lendas relativas para “deuses brancos” para esses que já se referiram no primeiro capítulo, lendas que têm uma real fundação e baseado em fatos históricos positivos. E é que a presença de homens de raça branca na América previamente para a chegada dos espanhóis é documentado nas mesmas crônicas dos conquistadores espanhóis em que eram sua “descoberta” com os indivíduos e cidades inteiras de raça branca, e ainda é observável em regiões diversas “indígenas”, eu como por exemplo, na região peruana andino de Chachapoyas. Nesta região montanhosa localizada nas fontes do Amazonas, na floresta americana enorme, para mais de 2.000 metros de altitude no nível do mar, já libere dos calores terríveis e mosquitos tropicais, em uma atmosfera fresca e verde, na atualidade que ainda sabem um ao outro exista como “gringoitos”, as pessoas de características européias, cabelo loiro que não vem de colonos europeus, mas bastante sua presença na região previamente é documentada como para a conquista espanhola. Os conquistadores espanhóis já fizeram menção nas crônicas deles para estes objetivos de Chachapoyas, e especialmente para a beleza das esposas deles. Em uma de crônica um compromisso faz o nascimento de um menino para o qual o chachapoyas consideraram como filho dos deuses, ser tão loiro e tão branco que era até mesmo difícil dos achar deste modo na mesma Europa. Os espanhóis que conquistam a América definem ao branco, chachapoyas loiro e de estatura alta, em geral, um palmo mais que os mesmos espanhóis. O chachapoyas branco se lembraram da memória que os antepassados deles vieram do leste. A região selvagem do Amazonas é ao leste de Chachapoyas e mais adiante o Atlântico. Entre as representações que foram escritas em edifícios diversos, nós podemos ver desenhos e podemos figurar representações de navios de proporções grandes, o que nos insinua que o primeiro chachapoyas, bem eles poderiam ter chegado da Europa para a América pelo mar. Seguindo as correntes oceânicas, do oeste de África teria chegado até os custos de América do Sul, para, superando o curso do rio Amazonas em navio, finalmente se instalar as regiões andinas mais frescas, evitando o calor tropical. O chachapoyas foram temidos guerreiros. Eles usaram igual arma fundas idênticas para esses dos habitantes velhos das ilhas de Balearic. Eles eram os professores na arte da trepidação do crânio, aliviar a pressão craniana, igual ao Céltico. Eles também coincidem com o Céltico naquele colecionou o cabeças de corte dos inimigos deles. Eles construíram redondas casas de pedra, com um diâmetro de entre 7 e 9 metros, casas idênticas as Céltas. Hoje eles ainda podem vira as ruínas das paredes do império deles, paredes enormes em elevações montanhosas que se lembram de forças européias. Algumas esculturas de características indo-européias que impassível eles observam o horizonte, entre desfiladeiros nas montanhas, é bem parecido para esse aquele achado mais para o oeste, no Oceano Pacífico, na ilha de Páscoa. Quando o conquistador espanhol Orellana, superando o rio Amazonas, chegou para as imediações do atual você Fluxo você, os índios da região falaram com ele de alguns homens brancos, altos e loiros que moraram em cidades além da floresta e que eles mantiveram imensos tesouros. Mais tarde, os conquistadores espanhóis, se encontrados com uma delegação de 4 homens brancos loiros e altos, mesmos vestidos e de modos educados que perguntaram aos espanhóis quis eram as intenções deles. Os espanhóis lhes falaram que eles procuraram para converter a região ao Cristianismo e para sujeito à coroa de Castilha. Eles disseram adeus e nunca mais eles os acharam novamente. Alguns chachapoyas poderiam ter sido, ou talvez de algum outro centro povoado  branco?. O qual é a origem dos primeiros chachapoyas brancos que chegaram muito antes nas Américas que os espanhóis?. O que fizeram eles naquela região?. Se nós nos centrarmos nos descendentes atuais do chachapoyas brancos, nós vemos como entre eles predominam ainda características raciais nórdicas, cabelo loiro, que olhos claros, pele branca rósea ou sardenta, apesar de que a miscigenação de ameríndio são muito introduzidos. Embora, aguentando à história oficial, pode se parecer um ao outro um mistério, isto nos demonstra que a América era conhecida e habitada de muito tempo por cidades arianas que, talvez, eles eram os descendentes desses “deuses brancos” os criadores dos antigos impérios. 

A insondável floresta Amazônica, situada ao norte do território brasileiro, e também conhecida como "O Inferno Verde", onde em alguns pontos nem mesmo os índios se atrevem a ir e a luz do Sol não consegue sequer atingir o solo quase sempre hostil. E onde certamente se escondem alguns dos maiores mistérios de toda a Terra! Ainda inexplorada e virgem, conservando-se intacta desde as remotíssimas eras pré-históricas.

Os incas também explicavam as origens do mundo e do homem através de lendas. Para aquele povo, o Criador (também conhecido como Pachayachachi, “professor do mundo”, ou Tesci-viracocha”, Deus Incompreensível”) Os incas acreditavam que o criador tinha dois filhos: Yamayama Viracocha e Topaco Viracocha. Ele teria ordenado que o primogênito, Yamayama atravessasse montanhas e florestas e percorresse o planeta, nomeando arvores e frutos e ensinando as pessoas a transformarem esses elementos em poções medicinais. Ao outro filho, Topaco, coube a tarefa de nomear rios e instruir a natureza. Após cumprirem as atribuições que lhes competiam, os filhos de Viracocha puderam ascender aos céus. Qualquer semelhança desta lenda com a mitologia Suméria e a história de Enki e Enlil não é mera coincidência. Os incas também mencionam um dilúvio universal, elemento que aparece de forma decorrente em documentos religiosos de varias civilizações. Outra semelhança da mitologia da civilização inca esta relacionada ao livro de Enoch, que é um personagem misterioso de que a tradição religiosa judaica se apropriou, mas de fato é muito anterior a civilização hebraica. Alguns eruditos asseguram que antes da Bíblia, como antes mesmo dos ‘Vedas’, dos ‘Brahmanas’, das ‘Leis de Manu’, dos ‘Purunas’ dos ‘King’ dos chineses, haviam manuscritos que serviam de modelo aos livros sagrados que conhecemos a começar pelos (Gênesis’) Moises fala, por varias vezes, de manuscritos mais antigos que o Pentateuco e cita passagens deles. 


Moisés parece ter resumido estes livros antigos nos doze primeiros capítulos do “Gênesis Bíblico”.E aí até duas fontes diferentes para o Gênesis haviam: A eloísta e a jeovita. “A crer na tradição, Enoch seria originário da Alta Mesopotâmia ou da Armênia, porque é considerado iniciador ou par do lendário rei Kayou Marath, ou Kaiomers “Rei da Terra” e do Azerbaijão. Encontramos muitas semelhanças na mitologia Maia que foi um dos povos mais evoluídos que habitaram a Meso-America, o interesse dos Maias nos enigmas do Cosmo levou-os a confeccionar um poderoso sistema de calendário, assim como a matemática que antecipou o conceito do zero em muitos séculos(este foi redescoberto na Índia, muito tempo depois). Apesar de seu apego ao racionalismo, porém, os Maias desenvolveram uma mitologia riquíssima. Como os astecas, compartilhavam a crença de que inúmeros mundos haviam sido criados antes do atual – e que a terra seria destruída por um flagelo apocalíptico. Segundo os Maias a criação na criação do mundo duas divindades, Tepeu e Gugumatz, juntaram-se na escuridão, na noite. Falaram sobre a vida e a luz, sobre o que deveriam fazer para que houvesse luz e alvorada e sobre quem forneceria comida e sustento. Depois planejaram a criação e o crescimento das arvores e dos bosques. Como os egípcios, os Maias eram eméritos arquitetos(também construíram pirâmides e sepulcros imponentes) e muito interessados em ciências como astronomia e matemática – nesse quesito deixaram um importante legado, já que a eles se atribui o conceito da abstração matemática. De fato, os calendários da civilização atual são baseados em protótipos criados por aquele povo. Também estudavam a movimentação dos corpos celestes(como o sol e a lua)e estabeleceram um ano solar de 365 dias, inclusive com um ano bi-sexto a cada quatro anos.

ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
Paulo Setúbal
Dos “Ensaios Históricos”
ONFROY DE THORON

COMO A NOITE A APARECEU “UMA LENDA TUPI” O ECO DEGRADADO DO GENESIS E A SEMELHANÇA COM O PENSAMENTO ASIÁTICO 






No principio não havia noite- dia somente havia em todo o tempo. A noite estava adormecida no fundo das águas. Todas as coisas falavam.
A filha da cobra grande – contam – casara-se com um moço.
Esse moço tinha três fâmulos fiéis. Um dia, ele chamou os três fâmulos e disse-lhes: - ide passear, porque minha mulher não quer dormir comigo.
Os fâmulos foram-se, e então ele chamou sua mulher para dormir com ele.
A filha da cobra grande respondeu-lhe:
- Ainda não é noite.
- O moço disse-lhe:
- Não há noite somente a dia.
- A moça falou:
- Meu pai tem noite. Se queres dormir comigo,manda busca-la lá, pelo grande rio.
- O moço chamou os três fâmulos; a moça mandou-os a casa de seu pai para trazerem um caroço de tucumã.
- Os fâmulos foram, chegaram a casa da cobra grande, esta lhes entregou um caroço de tucumã muito bem fechado e disse-lhes:
- Aqui esta; levai-º Eia! Não o abrais, senão todas as coisas se perderão.
- Os fâmulos foram-se, e estavam ouvindo um barulho dentro do coco de tucumã, assim: tem, tem, ...xi...Era o barulho dos grilos e dos sapinhos que cantam de noite.
- Quando já estavam longe,um dos fâmulos disse a seus companheiros – Vamos ver que barulho será este?
- O piloto disse:- Não do contrario nos perderemos. Vamos embora, eia, remai!
- Eles foram e continuaram a ouvir aquele barulho dentro do coco de tucumã, e não sabiam que barulho era.
- Quando já estavam muito longe, ajuntaram-se no meio da canoa, acenderam fogo, derreteram o breu que fechava o coco e abriram-no. De repente tudo escureceu.
- O piloto então disse: Nós estamos perdidos; e a moça, em sua casa, já sabe que nós abrimos o coco de tucumã!
- Eles seguiram viagem.
- A moça, em sua casa, disse ao seu marido:
- Eles soltaram a noite; vamos esperar a manhã.
- Então todas as coisas que estavam espalhadas pelo bosque se transformaram em animais e pássaros.
- As coisas que estavam espalhadas pelo rio se transformaram em patos e em peixes. Do paneiro gerou-se a onça; o pescador e sua canoa se transformaram em pato; de sua cabeça nasceram a cabeça e o bico do pato; da canoa, o corpo do pato; dos remos as pernas do pato.
- A filha da cobra grande, quando viu a estrela-d’alva, disse a seu marido:
- A madrugada vem rompendo. Vou dividir o dia da noite.
- Então ela enrolou um fio, e disse-lhe: Tu serás cujubim. Assim ela fez o cujubim; pintou a cabeça de do cujubim de branco, com tabatinga; pintou-lhe as pernas de vermelho com urucu, e, então, disse-lhe: - Cantaras para todo e sempre quando a manhã vier raiando.
- Ela enrolou o fio, sacudiu cinza em riba dele, e disse: tu serás inhambu, para cantar nos diversos tempos da noite de madrugada.
- De então todos os pássaros cantaram em seus tempos, e de madrugada,para alegrar o principio do dia.
- Quando três fâmulos chegaram, o moço disse-lhes: - Não fostes fiéis abristes o caroço de tucumã, soltastes a noite e todas as coisas se perderam, e vós também que vos metamorfoseastes em macacos, andareis para todo e sempre pelos galhos dos paus.
- (A boca preta e risca amarela que eles têm no braço dizem que são ainda o sinal do breu que fechava o caroço de tucumã e que escorreu sobre eles quando o derreteram)
- Nota – Esta lenda é provavelmente um fragmento do Gênesis dos antigos selvagens sul- americanos. É talvez o eco degradado e corrompido das crenças que eles tinham de como se formou esta ordem de coisas no meio da qual vivemos e, depois das formas grosseiras com que provavelmente a vestiram as avós e as amas de leite, ela mostra que por toda a parte o homem se propôs a resolver este problema - de onde nós viemos? Aqui, como nos Vedas, como no Gênesis, a questão é no fundo resolvida pela mesma forma, isto é: no principio todos eram felizes; uma desobediência, num episodio de amor, uma fruta proibida, trouxe a degradação. A lenda é, em resumo, a seguinte: no principio, não havia distinção entre animais, o homem e as plantas: tudo falava. Também não havia trevas. Tendo a filha da cobra grande se casado não queria coabitar com o seu marido enquanto não houvesse noite sobre o mundo, assim como havia no fundo das águas. O marido mandou buscar a noite, que lhe foi remetida encerrada dentro de um caroço de tucumã, bem fechado, co proibição expressa aos condutores de o abrirem, penas de perderem a si e a seus descendentes todas as coisas. A principio, resistem a tentação; mas depois a curiosidade de saber o que havia dentro da fruta os fez violar a proibição, e assim se perderam . Substituindo a fruta de tucumã pela arvore proibida, a curiosidade de saber pela tentação do espírito maligno, parece haver no fundo do episodio tanta semelhança com o pensamento asiático, que vacilo eu pergunto se não será um eco degradado e transformado desse pensamento.
-

Trecho do Livro O SELVAGEM e curso de língua geral segundo Ollendorf, compreendendo o texto original de lendas Tupis, origens, costumes, região selvagem, método a empregar para amansa-los por intermédio das colônias militares e do interprete militar, impresso por ordem do governo, Rio de Janeiro, typografia da reforma,  rua sete de setembro 181 ano de 1876  



Mavutsinim é uma lenda que faz parte da cosmologia Kamayurá ou Kamaiurá e fala da criação do homem, do Sol e da Lua. Para os Kamaiurá, Mavutsinim foi o primeiro homem; antes dele não existia ninguém, como escrevem os Villas Boas: "No começo só havia Mavutsinim. Ninguém vivia com ele. Não tinha mulher. Não tinha filho, nenhum parente ele tinha. Era só.”21 Para acabar com sua solidão, Mavutsinim transformou uma concha em mulher e com ela teve um filho. Os Kamaiurá acreditam que são os descendentes deste filho: "Somos netos do filho de Mavutsinim", dizem eles. Já entre os índios Kaiapó, ele aparece como MAVOTSININ, um ser "alto e brilhante" que saiu de uma gruta. Para Thor ele é um astronauta, ou melhor, um UFOnauta. Curu-Sacaebe aparece na obra de J. Coutinho de Oliveira23 e tal como os anteriores, também fez o homem e os animais a partir de toras de madeira. Sumé, por sua vez, aparece citado pelo padre Manuel da Nóbrega em suas Cartas do Brasil (1549). É uma figura misteriosa, que surgiu "antes do Descobrimento - informa o mestre Câmara Cascudo - e ensinou aos índios o cultivo da terra e as regras morais"24. Uma curiosidade especifica de Sumé é ele ser um branco e ter desaparecido "caminhando sobre as águas do mar", em direção à Índia. As características apontam para um pajé de raça branca. A tradição tupi-guarani fala de um homem sábio e milagreiro que veio até eles há muito tempo: um provável precursor dos missionários, a quem chamou Sumé (tupi) ou Pay Zumé (guarani).
Bep-Kororoti é um herói mítico da tribo dos Kaiapó, que transmitiu muitos conhecimentos aos índios, disciplinando-os, ensinando-os a construírem casa, a se organizarem e cultivarem frutas, verduras e legumes. Foi ele quem organizou as famílias, ensinando-as a se identificarem através da pintura corporal; ensinou e melhorou as técnicas de plantio, da caça e da pesca; ensinou-os a obter o fogo e instituiu medidas profiláticas como a proibição do incesto. Bep-Kororoti também pretendeu instituir um sistema educacional. É digno de nota o fato de que esse deus-herói, quando apareceu na aldeia, usava uma roupa semelhante a um escafandro e uma "borduna trovejante".25 Percebe-se claramente o que há de comum entre essa personagem e as precedentes. Um trabalho de pesquisa mais aprofundada nessas similitudes poderia nos revelar coisas interessantes, como por exemplo, a possibilidade, implícita nos contos, de que nossos nativos tivessem contato com indivíduos de uma cultura mais avançada e desenvolvida; mesmo alienígena. Um trabalho de fôlego, nesse particular, foi realizado pelo professor Jacques de Mahieu, em seu Os Vikings no Brasil, onde demonstra, baseado em diversos   vestígios, que os guerreiros nórdicos realmente transitaram pelo Brasil, vindos do México, passando pela  venezuela e se instalando "às margens do lago Titicaca". Naquele local, em virtude das características climáticas semelhantes as de sua terra natal, os Vikings construíram sua capital, Tiahuanaco, donde partiram em diversas incursões pelo Amazonas e até Valparaiso, no Pacifico.

O MITO DE DEUS E DO DIABO INDÍGENAS

Era necessário aos missionários primitivos encontrarem no panteão nativo uma divindade que encarnasse os atributos do deus que desejavam impor, e, ao mesmo tempo, uma outra que personificasse os atributos contrários. E como o primeiro trabalho dos missionários é identificar os focos de adoração e depois combatê-los em nome da sua fé, não foi multo difícil reconhecer no Jurupari o alvo desse primeiro movimento. O Jurupari, uma divindade dotada de grande prestigio e investida de muitos privilégios, recebeu a primeira carga da brigada eclesiástica: Todo culto pagão é obra de Satanás! Por força desse argumento que tanto prejuízo trouxe à cultura de muitos povos, esse deus autóctone foi transformado em Diabo, na encarnação do Mal e para combatê-lo e defender o selvagem de sua nefanda influência "surgiu" Tupã, um ser tão distante da compreensão dos nossos nativos quanto o Jurupari da dos missionários. Câmara Cascudo diz que Tupá "é um trabalho de adaptação da catequese" (cf. 1972: 85). Na verdade Tupã já existia, não como divindade, mas apenas como conotativo para o som do trovão (Tu-pá, Tu-pã ou Tu-pana, golpe ou baque estrondante) portanto, não passava de um efeito, cuja causa o índio desconhecia e, por isso mesmo, temia. Osvaldo Orico, entretanto, é de opinião que os selvagens possuíam uma noção da existência de uma força, de um deus superior a todos.


Diz ele: "A despeito da singela idéia religiosa que os caracterizava, tinha noção de Ente Supremo, cuja voz se fazia ouvir nas tempestades– Tupã-cinunga, ou o trovão, e cujo reflexo luminoso era Tupãberaba*, ou  elâmpago."23 Voltando ainda ao grande folclorista potiguar (1972: 85), lemos que foi a partir de 1613 que Jurupari "assumira o posto de Diabo com todas as honras e prerrogativas intrínsecas". Evidentemente que as “honras e prerrogativas" a que se refere Cascudo, não são as mesmas consideradas pelos indígenas, para quem não fazia sentido algum falar da idéia de um diabo tentador ou da possibilidade de ter a alma prisioneira das armadilhas de Satã. Porém, é provável que já tivessem a idéia de um inimigo indistinto, oculto e obscuro,  esponsável por tudo de ruim que lhe acontecia, responsável pelas vicissitudes, etc. Esse comportamento é
uma tendência natural do ser humano; "a tendência no sentido de criar um inimigo imaginário para explicar problemas aparentemente insolúveis.” 24 Os índios não tinham conceitos religiosos, porém, tinham definidos os conceitos de sobrenatural e a noção de dualidade natural. Expedito Arnaud,25 pesquisando os índios Galibi, da Guiana Francesa, testemunha que eles acreditavam no Sol e na Lua como seres vivos, mas não os encaravam como deuses merecedores de sacrifício ou a quem devessem adorar. Arnaud afirma ainda que eles creditavam em Deus e Diabo, "


Tamoussi Cabou (O velho homem do céu), e ao segundo, Iroucan.". Curioso, porém, é que essas duas divindades, segundo os Galibi, eram filhos de Amana; e aqui Expedito Arnaud registra o antiguíssimo mito da "Virgem Mãe"*. "Amana - escreve ele - originou os irmãos gêmeos Tamusi, criador de tudo que é justo e bom e Yolokan-tamulu, avô dos espíritos da natureza, criador das trevas e da miséria, sendo o primeiro inconcebível sem o segundo, tanto quanto a luz sem as trevas".

Se a noção da dualidade e polaridade das forças da natureza e das leis cósmicas era entendida de maneira tão complexa pelos Galibi, então eles estavam mais avançados que muitas pessoas possuidoras de uma religião que garante ser capaz de derrotar o Diabo em nome de Deus. Arnaud registrou há 26 anos que quase todos os Galibi foram convertidos ao catolicismo, hoje é certo supor que essa tribo, se ainda existir, não deve ter nenhum membro sem os santos sacramentos. 

* Nas religiões mais primitivas Deus era feminino, e acreditavam que a mulher era Deus, pois em todas se
manifestava o princípio da criação.


O MITO, OS ELEMENTAIS E OS EXTRATERRESTRES

Este capítulo não pretende ser mais que uma abordagem despretensiosa sobre os seres elementais ou “espíritos da natureza” e alguns mitos que podem ter-se originado a partir deles. Acreditamos que muito do nosso folclore mítico deve-se às visões e contatos dos primitivos com esses seres da natureza, guardiões dos reinos animal, vegetal e mineral. Os indícios são diversos e convincentes, como também são os relacionados com outro tema
controverso: a Ufologia e os seres de outro planeta ou extraterrestres.1 Alguns estudiosos, místicos e oc ultistas, distinguem elementais de elementares, e nessa última categoria entrariam nossos festejados Curupira, Caapora, Saci, Iara, entre outros; já por elementais entendem as energias sutis que conferem aos quatro elementos - terra, água, fogo e ar as características inerentes a cada um deles. Em outras palavras, sem a presença dos elementais, os quatro elementos não existiriam e nem suas emanações e modelações se processariam sob controle. Com isso, quer-se dizer, por exemplo, que sem a presença das Salamandras, que são os seres ligados ao elemento fogo, uma queimada tão comum na Amazônia, pode sair do controle e o fogo se alastrar desastrosamente: ou ainda, sem o controle e auxílio dos Floros; protetores da flora e dos Elfos, ligados ao solo, a floresta desaparecerá fatalmente. Mas tudo isso para os materialistas, não passa de invencionices; estórias que os antigos inventaram para distrair e embalar as crianças. Todavia, se não se pode ver alguma coisa, não significa necessariamente que ela não exista. Os cientistas modernos, principalmente os físicos que trabalham no mundo do sub-atômico, e os astrônomos, que pesquisam o infinitamente grande, atestam a existência de uma partícula invisível ou comprovam a presença de um corpo celeste, também invisível, baseando-se apenas em cálculos  matemáticos, em equações. Le Verrier não precisou ver o planeta Netuno, distante cerca de 4,5  ilhões de quilômetros da Terra, para descobrir que ele existia e saber sua exata posição no espaço. Tudo que fez foi, tão somente, observar o comportamento de Urano e utilizar as leis de Kepler que regem a mecânica celeste, ou seja, cálculos e equações. Vemos assim, que os mais simples dos conhecimentos podem revelar os segredos mais obscuros. Também são incontestáveis as evidências sobre os seres humanóides cuja origem é atribuída a outros mundos, outras galáxias e mesmo a outros universos, universos paralelos. Há vestígios de passagem dessas criaturas pela terra há milhares de anos a bordo de seus Discos Voadores ou UFOs - Unidentified Flying Object - e aqui retomamos uma questão apresentada no início deste volume e que aborda a possibilidade de serem os nossos deuses da natureza e mesmo da teogonia, transliterações dadas aos tripulantes dessas naves exobiológicas. Existe entre alguns humanóides extraterrenos e os seres que Paracelso afirmava serem a contra-parte invisível da natureza e responsáveis pela constituição física e sutil da matéria, uma sensível semelhança, forte o suficiente para exigir um estudo mais acurado, mais detalhado.

E há, ainda, uma similitude significativa em relação às sensações e efeitos produzidos no indivíduo que entra em contato com tais criaturas, sejam do espaço sideral ou espírito da natureza. Alguns relatos colhidos na casuística ufológica nos mostram que após o contato entre humanos e ETs, os primeiros sempre mostram algum tipo de distúrbio biológico; sentem tonturas, astemia e cefaléias, bem como enjôos e febres sem m otivos aparentes, que os prostam por dias numa cama. E me parece que o depoimento do Sr. Eufrásio*, que teve um contato com um estranho ser em plena floresta, durante uma caçada ao veado, apresenta todos os elementos de um contato dito do terceiro ou quarto grau. Um outro exemplo dentre os muitos que se têm noticias, é o do Sr. João Batista Souza2, fazendeiro do Maranhão, que vivenciou um contato de terceiro grau com um UFOnauta que tinha o "corpo totalmente peludo". João Batista "foi encontrado desacordado pelos filhos que  o conduziram a casa, onde permaneceu acamado por vários dias, sem forças para se levantar". O senhor Eufrásio acredita ter tido um encontro com um ser da natureza encarregado da fauna. um duende feminino infantil talvez, um habitante do mundo mítico amazônico, enfim, uma entidade das matas; contudo a intensa luminosidade que ele afirma ter  avistado e que clareou tudo ao redor como se fora dia, é mais um indicio da presença de um ET do que de um ente fabuloso.Tal experiência pode muito bem ter se processado com os selvícolasprimitivos e originado algumas das lendas e mitos que conhecemos. 


GIESE, Deniel Rebisso. Vampiros  extraterrestres na Amazônia. Belém: Falângola,. 1991. p.32-33.
** Cf. p.49, neste volume.




A MITOLOGIA

Claro está que mitos são símbolos, e como todo e qualquer símbolo, encerram uma mensagem ou uma informação codificada, inteligível apenas para os que conhecem o código, a decodificação. Alguns São universais, outros restringem-se a uma região, porém, todos são expressões da necessidade humana de registrar e transmitir uma descoberta, um conhecimento ou uma lição. Os mitos - diz-nos Ralph M. Lewis7, ex-imperador da Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (AMORC) -"... São criados espontaneamente ou assimilados.
Nascem para suprir uma necessidade criativa individual ou de um grupo". Creio que os mitos constituem ou consolidam a cosmovisão ou cosmoconcepção que cada indivíduo possui. A função social do mito apresenta-se bem delineada no capítulo 5 do livro "Mitos y Sociedad":8 "Cada sociedad ségun su modo de ser, concibe de una manera peculiar su unidad, y al expresarla toma conciencia de su existencia;... Ni um rey, ni una bandera, ni niguma otra cosa puede ser la encarnación de un grupo como le es el mito." Ainda no mesmo parágrafo, o autor recorre a Nicholas Corte, um dos muitos autores citados na sua enciclopédica bibliografia, para explicar que "el mito fue el símbolo unificador del grupo social en cuyo seno fue elaborado. Satisfacia en ese grupo la necesidad intelectual de saber y de compreender, y servia de base a la religión. El mito mantenia de esta manera una especie de disciplina social".

Victor Jabouille (1986: 32):
"Se o logs (logos) é a linguagem da demonstração, o mnts (mito) é a
linguagem da imaginação, mesmo a linguagem da criação."

"Por outras palavras, o mito conta como, graças aos actos dos seres sobrenaturais, uma realidade teve existência, quer seja a realidade total, o Cosmo, ou apenas um fragmento: uma ilha, uma espécie vegetal, um
comportamento humano, uma Instituição. É sempre uma narrativa de uma 'criação' : conta-se como qualquer coisa foi produzida, como começou a serO mito não fala senão daquilo que aconteceu realmente, naquilo que se manifestou completamente. As personagens dos mitos são seres sobrenaturais."
Erlch Fromm (1966:174): 

"O mito como o sonho, apresenta uma estória desenrolando-se no tempo e no espaço, estória essa que exprime em linguagem simbólica, idéias religiosas e filosóficas, experiências da alma em que reside o verdadeiro significado do mito. Se a gente não logra apreender o significado real do mito, fica em face de uma imagem ingênua, pré-cientffica do mundo e da história e, na melhor das hipóteses, um produto de uma bela imaginação poética, ou então - esta é a atitude do crente ortodoxo - a estória manifesta do mito é verídica, e tem-se de
acreditar nela como um relato correto de fatos deveras ocorridos na 'realidade'."  






BIBLIOGRAFIA
ALMEIDA, Cícero Nobre de. Mosaicos de Monte Alegre. Belém: Gráfica Santo Antônio, 
1979.
ARNAUD, Expedito. Os índios Galibi do Rio Oiapoque. in: Boletim do Museu Paraense
Emilio Goeldi, n. 3, Belém, 1966.
ASSARÉ, Patativa de. Cante de lá que eu canto de cá. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
BERNARD, Raymond. A terra oca - a descoberta de um mundo oculto. 8ed. Rio de Janeiro:
Record, 1969.
BEZERRA, Ararê Marrocos. Amazônia, lendas e mitos. Belém: EMBRAPA, 1985.
________________________ Mitos e lendas da Amazônia. Belém: DEMEC/ EMBRATEL,
1985.
BITTENCOURT, Gastão de. O folclore no Brasil. Salvador: Livraria Progresso, 1927.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é folclore. a ed. São Paulo: Brasiliense, 1982.
BRÚZZI, Alcionilio. A civilização dos indígenas do uaupés: São Paulo: Linográfica, 1962.
CARVALHO, José. O matuto cearense e o caboclo do Pará. Belém: Oficinas Gráficas
Jornal de Belém, 1930.
CASCUDO, Luis da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. Brasília: INL MEC, 1972.
________________________ Geografia dos mitos brasileiros. Rio de Janeiro: José Olímpio,
1947.
________________________ Coisa que o povo diz. Rio de Janeiro. Bloch Editores, 1968.
COELHO, Machado. O feitiço na literatura, na arte, na vida. Belém: Imprensa Universitária
da UFPA, 1963.
COSTA, Carlos Felipe da. Manual prático de numerologia através de tarô. São Paulo: Traço,
1990.
CRUZ, Ernesto. Na terra das igaçabas. Belém: Gráfica do Instituto Dom Macedo Costa,
1935.
DÃNIKEN, Erich von. Eram os deuses astronautas. São Paulo: Círculo do Livro, 1984.
DANTAS, Einar da Costa. Amazonas, rio de muitos nomes. Belém: Imprensa Naval, 1987.
90
90
DIAS, A. Gonçalves. O Brasil e a Oceania. Paris: H. Garnier, s.d.
DONATO, Hernâni. Dicionário das Mitologias Americanas -incluindo as contribuições
míticas africanas-. S. Paulo. Editora Cultrix/INL-MEC, 1973.
FERREIRA, Alexandre R. Viagem filosófica pelas capitanias de Grão-Pará, Rio Negro,
Mato Grosso e Cuiabá. s.l.: Conselho Federal de Cultura 1 Imprensa Nacional, 1974.
FIGANIÉRE, Visconde de. Submundo, mundo e supramundo. Rio de Janeiro: Ed. Três, 1973
(Biblioteca Planeta, v. 10).
FROMM, Erich. A linguagem esquecida: uma introdução ao entendimento dos sonhos,
contos de fadas e mitos. Rio de Janeiro: Zahar, 1966.
GALLO, Giovanni. Marajó, a ditadura da água. a ed. Santa Cruz do Arari, Marajó: Ed. O
Nosso Museu, 1981.
GALVÃO, Eduardo. Aculturação indígena no Rio Negro. in: Boletim do Museu Paraense
Emilio Goeldi, n. 7, Belém, 1959.
HYGAMA. Contos e lendas paraenses. Belém: J. B. dos Santos e Cia, 1900.
JABOUILLE, Victor. Iniciação à ciência dos mitos. in: Cadernos Culturais. Lisboa:
Inquérito Ltda, 1986.
JUNG, KarI G. Arquétipos e inconsciente colectivo. Buenos Aires: Paidos, 1972.
LADISLAU, Alfredo. Terra immatura. Belém: J. B. dos Santos e Cia, 1923.
LAPA, J.R. do Amaral. Livro da visitação do Santo Ofício da inquisição ao Estado do Pará.
São Paulo: Vozes, 1975.
LEWIS, Ralph M. Introdução á Simbologia. AMORC, 1982.
LIMA, Zeneida. O mundo místico dos caruanas e a revolta de sua ave. Belém: CEJUP, 1992.
MAHIEU, Jaques de. Os vikings no Brasil. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.
MAUÉS, Raimundo Heraldo. Encantados e pajelança na crença Cabocla. In: Revista Enfoque
Amazônico, ano II, n. 5, Belém: EDIGRAM Ltda, 1987.
MENSAGEIRO (Jornal). Estudo n. 4, 52£ ed. s. 1., s. d.
MEACIER, Mario. O mundo mágico dos sonhos. Rio de Janeiro: Pensamento, 1980.
MICELI, Paulo. O mito do Herói Nacional. s.l.: Ed. Contexto, 1988.
MIRADOR, Enciclopédia Internacional, v. 14.
91
91
MOREIRA, Eidorfe. Obras completas. Belém: CEJUP, 19. v. II.
MOURA, Ignácio de & SILVA, Estephanio. Vultos e descobrimento do Brasil e Amazônia.
Belém, 1900.
NÉRI, Frederico José de Santana. Barão de Santana Néri. O país das amazonas. Belo
Horizonte: Livraria Itatiaia, 1979 (Coleção Reconquista do Brasil).
NIMUENDAJU, Kurt. Os Apinayé. Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 1983.
O'GRADY, Joan. Satã, o príncipe das trevas. São Paulo: Mercúrio, 1991.
OLIVEIRA, Adélia Engrácia de. O mundo encantado e maravilhoso dos índios Mura.
Belém: Falangola, 1984.
OLIVEIRA, José Coutinho de. Folclore amazônico. Belém: Ed. São José, 1951, v. 1.
ORICO, Osvaldo. Mitos ameríndios e crendices amazônicas. R.de Janeiro: Civilização, 1975.
PAULA, Ana Maria T. de. Mitos e lendas da Amazônia. Belém: DEMEC1EMBRATEL;
1985.
PERET, João Américo. O índio que veio do espaço. in: Planeta, n. 4. São Paulo: Ed. Três,
1985.
REGO JÚNIOR, José de Moraes. Litolatria, culto das pedras no Estado do Pará. Belém:
Edição do Autor, 1983.
REVISTA PLANETA (diversos números), s.l. anos de 1981 a 1986:
RIBEIRO, Maria de Lourdes B. O folclore. Rio de Janeiro: MEC/FENAMEIBLOCH, 1980.
(Biblioteca e Cultura, v. 4).
SANTOS, Yolanda L. dos; BARRACO, Helena Bullota; MYAZAK, Nobue. Ritos dos índios
brasileiros (Xinguano e Cadiwéu). São Paulo: EBRAESP, 1975. Textos).
TEJO, Orlando. Zé LimeiraPoeta do absurdo, a ed. Brasília: Gráfica do Senado Federal,
1980. (Coleção Machado de Assis, v. 38).
TEOBALDO, Miranda Santos. Lendas e Mitos do Brasil. 8ª ed. S. Paulo. Ed. Nacional, 1985.
THOR, Antonio Jorge. Introdução á teoria dos elementais. Belém: Edição do Autor, s. d.
THOR, Antonio Jorge & BEZERRA, Ararê M. Amazônia: símbolos, enigmas e astronautas.
Belém: Gráfica da Escola Salesiana do Trabalho, 1977.
VERISSIMO, José. Tradições, crenças e superstições amazônicas. in: Revista Amazônica,
v.1
92
92
VILLAS BOAS, Orlando & VILLAS BOAS, Claudio. Xingu, os índios, seus, mitosa '
ed. Porto Alegre: KUARUP, 1986.
ZOROASTRO, Dr. Dicionário de satanismodeidades afro-brasileiras demonologia. São
Paulo; Tecnoprint, 1983.

RESUMO BIOGRÁFICO

FRANZ KREÜTHER GALVÃO PEREIRA, filho do escritor, professor, poeta, historiador
e arqueólogo Waldick C. Pereira Margarida Acácio Galvão Pereira. Nasceu em
Maceió-Al, em 15/10/52, no bairro de Pajuçara, e com cerca de 1 ano mudou-se com os pais
para Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro.
Na amada terra iguaçuana viveu até os 28 anos. Serviu o Exército em 1971, na Cia. de
Comunicações da Brigada de Paraquedistas do Exército (na Vila Militar de Deodoro/RJ). Fez
Licenciatura Plena em Física na Universidade de Nova Iguaçu-UNIG, em 1979.
No Estado do Pará desde 1980, é educador da rede pública estadual, lecionando Física,
Matemática e Informática Educativa (no Dep. de Informática e Educação-SEDUC). Pósgraduado
em Educação e Problemas Regionais (UFPa) e Informática e Educação (UEPa).
É membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu, da Comissão
Paraense de Folclore, da Academia Paraense Literária Interiorana (cadeira 19), do
Instituto Paraense de Parapsicologia, entre outras instituições.
Poeta bisexto, participou de vários festivais, dentre eles o III e V Festival de Poesias do
SESC-Nova Iguaçu (3e 8 lugares, respectivamente), e II Concurso Nacional de Poesias
(revista “Brasília” e União Brasileira de Escritores - recebeu Menção Honrosa).
Premiado pela Academia Paraense de Letras (1lugar-prêmio Giorgio Falângola) no
Concurso Folclore Amazônico-1993, com a obra “Painel de Lendas e Mitos da Amazônia”,
publicada pela Gráfica Falângola, 1994 (esgotada). Fez palestras sobre o aproveitamento do
lendário regional como recurso pedagógico no ensino fundamental.
Tem os seguintes trabalhos em fase de conclusão e acabamento: O Tesouro dos Cabanos
(Ficção- aventura juvenil), O Olho do Jurupari (Ficção, aventura juvenil), Lobisomem,
Matinta & Cia (“causos” recolhidos) e São Jorge & o Astronauta (contos).
·  Publicou o artigo Mamãe, me conta uma história”, para o Jornal de Ananindeua,maio
de 1996, e diversos artigos para os Boletins da Comissão Paraense de Folclore.
·  Participou do VI Concurso de Contos do Norte, promoção do Núcleo de Artes da
Universidade Federal do Pará-UFPa, com o conto “São Jorge & o Astronauta”,
selecionado e publicado na coletânea do concurso, em 1999.
·  Escreveu a orelha do livro “As Feiticeiras de Faro -Contos e Cantos” do contista e
poeta Julio Maria. Belém, 1997

FRANZ KREÜTHER PEREIRA PAINEL DE LENDAS & MITOS DA AMAZÔNIA
Trabalho premiado (1º lugar) noConcurso "Folclore Amazônico 1993" da Academia Paraense de Letras

FONTES:FONTE: Titulo original: LE LIVRE MYSTEIREUX INCONNU, Robert Lafount, 1969

LIVRARIA BERTRAND, S.A.R.L.- Lisboa
Este texto foi retirado do livro do general Couto de Magalhães “O Selvagem” da Editora Universidade de São Paulo, edição revista pelo sobrinho do autor Dr. Couto de Magalhães

Rodrigo Veronezi Garcia é Blogueiro e estuda sobre Mitologia, Religião, História, Arqueologia, Ciências Ocultas, Sociedades Secretas, Segredos Militares, Geo Politica, Parapsicologia, Ufologia.
Rodrigo Veronezi Garcia Rodrigo Veronezi Garcia

Um comentário:

  1. blz rodrigo bom ter vc postando como antes, continue no caminho.abraco

    ResponderExcluir