domingo, 8 de dezembro de 2013

O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL MACÔNICO (STFM) E OS LIVROS SECRETOS DA BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

A BIBLIOTECA SECRETA DA MAÇONARIA (A CONSPIRAÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL E OS 21 LIVROS SECRETOS)








O soberano grão-mestre-geral da Ordem, Marcos José da Silva registrou na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, 21 livros secretos que explicam os ritos misteriosos da irmandade. A iniciativa acarretou uma reação, o GOB foi fundado no Brasil em 1822, tem 60 mil membros e nunca antes na história da maçonaria algo similar havia acontecido.
O grão-mestre-geral recorreu ao Supremo Tribunal Federal Maçônico (STFM) – as instituições maçônicas reproduzem em quase tudo a sociedade civil – e conseguiu liminar para retirar o assunto da pauta. Porém, os 600 maçons que estiverem presentes à assembleia podem deliberar o contrário e manter a votação para abertura do processo de impeachment. O delito cometido por Silva está previsto em dois artigos do código penal maçônico: o 73, inciso XIV, condena quem “facilitar ao profano (não maçom) o conhecimento de símbolo, ritual, cerimônia ou de qualquer ato reservado a Maçom” e o artigo 74, inciso I, pune a traição ao juramento maçônico no qual figura o sigilo. 

Os defensores de Silva sustentam que ele registrou os livros secretos para evitar que outra pessoa com interesses escusos o fizesse. Seria uma iniciativa para proteger a associação de oportunistas no futuro. Os maçons favoráveis ao afastamento de Silva, por sua vez, veem má-fé e cobiça, pois agora ele figura como organizador das obras que revelam os segredos maçônicos. Isso, na prática, lhe confere os direitos autorais sobre a mesma. Ou seja, ele passou a ter direito a comissão de 5% sobre o preço de capa de eventuais livros baseados no conteúdo registrado por ele. Essa tese é reforçada pelo raciocínio de que Silva poderia ter feito o registro em nome do GOB e não no dele próprio. Os livros secretos não estão disponíveis para qualquer um manuseá-los. Mas, além de alguém poder reivindicar na Justiça o direito de vê-los, os funcionários da Biblioteca Nacional já têm acesso ao material. Não há mais sigilo.
A conservação secreta dos conhecimentos e métodos de trabalho dos maçons é um dos mais rígidos princípios da doutrina. Tanto que ao ser iniciado na maçonaria, num ritual secular no qual o postulante permanece vendado na sessão até que seu nome seja aceito pelo grupo, o novato faz um juramento em que se compromete a “nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria e nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los”. Na Idade Média, a violação dos mistérios seria punida com castigos terríveis, descritos no juramento: “Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar...
Os maçons rebeldes estão tendo calafrios só de pensar que um “profano” (um não maçom), talvez algum contínuo da Biblioteca Nacional, possa estar tendo acesso a segredos que datam desde 1822, quando foi criada da ordem. Em tese, pelo fato de a biblioteca ser a depositária do patrimônio documental do Brasil, qualquer um pode ter acesso aos livros.

“Isso é uma aberração”, disse Marco Morel, autor do livro “O Poder da Maçonaria”. “O que sustenta a irmandade é o sigilo de seus ritos e tradição.”

As informações são escassas, não se sabe exatamente como estão ocorrendo o embate de forças, as intrigas, confabulações -- e não poderia ser diferente, porque, afinal, se trata de uma organização secreta.

Mas os bochichos estão fervendo porque o GOB tem cerca de 2.400 lojas (representações) em todo o país e perto de 90 mil associados.

Muito já foi escrito sobre os “rituais misteriosos” da Maçonaria e, a rigor, talvez não haja nenhuma novidade nos livros registrados por Silva.

Rodrigo Veronezi Garcia é Blogueiro e estuda sobre Mitologia, Religião, História, Arqueologia, Ciências Ocultas, Sociedades Secretas, Segredos Militares, Geo Politica, Parapsicologia, Ufologia.
Rodrigo Veronezi Garcia Rodrigo Veronezi Garcia

Um comentário:

  1. A verdadeira maçonaria está restrita a pouquíssimos construtores fiéis e puros, o que vemos hoje em dia são apenas "almas pequenas" disputando poder e dinheiro, nada além disso. Jorge Adoun já avisa sobre isso há muito tempo.

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