sexta-feira, 10 de outubro de 2014

APOLO O EXTRATERRENO (O SIMBOLO SOLAR)




O final do texto de Diodoro de Sicília poderia fazer crer que Apolo não passava de um símbolo solar.

É certo que, como todos os deuses antigos, ele foi identificado como uma figura celeste – neste caso o Sol – pois era costume, para honrar um ser superior, compara-lo a um astro.
Apolo não foi um mito, mas provavelmente um herói, um Iniciador vindo do Norte.
Entre os nórdicos e os Citas, era chamado Abaris o Hiperbóreo e tinha o poder de viajar sobre uma flecha volante. Como fazia o Rei Bran do País dos Outeiros, que ia do Ocidente para o país do Além com a velocidade de um raio.
Viajante voador como Manannan Mac Liyr, o mágico irlandês, navegador do espaço e das regiões misteriosas como o Astarte fenício , como Ashour, o deus Assírio montado em um touro voador, como Ningirsou, o deus das asas desdobradas de Akkard e de Suméria, como Horus no Egito, Orejona a mãe dos Incas, Quetzacoatl a serpente alada do México, como Rama o Hindu que pilotava as Vimanas.
Nas mitologias conforme as descrições dos historiadores da antiguidade eles deslocavam-se realmente no céu em engenhos voadores que , a maior parte das vezes, entre os Celtas, os Maias, os Incas, os Assírios e os Egípcios tinham o perfil dos modernos jactos, e de discos voadores.
              
OS GREGOS NÃO ACREDITAVAM NOS DEUSES
É certo que Clemente de Alexandria (160 d.C.) era um filósofo grego cristão e parcial por princípio, contudo não podemos senão aprovar as suas conclusões.
Incontestavelmente, os mistérios egípcios, há 4000 anos, e os mistérios gregos, há 2000 anos, eram paródias da iniciação autêntica dos conhecimentos que a classe sacerdotal tinha completamente esquecido.

Daremos, adiante, um apanhado dos ritos de Elêusis, mas há boas razões para crer que o mistério do cofre, tornado simples cesto, se referia a um falo de madeira ou de pedra, e a uma vulva, consistindo o ((trabalho)) na introdução de um na outra.
Compreende-se então toda a ironia do bom Clément de Alexandria, num século em que o Cristianismo, novinho em folha, não era senão pureza e espírito de sacrifício!
Alias, devemos recordar-nos de que os Gregos eram fundamentalmente anti-religiosos, dado que sua mitologia não era, em suma, mais que uma sucessão de relações licenciosas, de incestos, de adultérios, de raptos e de outras jovialidades de velhos guerreiros e de deuses olímpicos!
Na lenda de Elêusis, a aventura inicia-se com uma nota escabrosa: Jupiter uniu-se a Deo, sua própria mãe, e depois Proserpina, sua filha. Depois de tela gerado, desflorou Core.))
A propósito de um desses objetos encerrados no cesto, o falo, o bom Clemente indigna-se!
Evidentemente, ele ignorava que a sua própria religião cristã iria venerar a virgem de Araão . a amêndoa mística em forma de vulva irradiante que envolve as imagens da Virgem, e até o santo prepúcio de Jesus, em honra do qual se edificou em Charroux (Viena) a maior basílica romana de toda a cristandade!
Amadores do erotismo, estetas e incrédulos por natureza, os Gregos tiravam o caráter sagrado ás divindades integrando-as nas fábulas, e como se, sabendo que os deuses tinham sido simples anjos iniciadores de forma humana, viris e por vezes sem escrúpulos, tivesse sido sacrílego assimila-los a criaturas celestes...  O que, de resto, também não teria sido sério!
Para mais, o Olimpio dos Gregos era terrestre e tudo estava genialmente imaginado para atrair os Deuses á Terra e abolir a distância que os separava dos mortais.
No estado de espírito da iniciação não podia ter um caráter religioso, pelos menos nas épocas históricamente conhecidas. 

Rodrigo Veronezi Garcia é Blogueiro e estuda sobre Mitologia, Religião, História, Arqueologia, Ciências Ocultas, Sociedades Secretas, Segredos Militares, Geo Politica, Parapsicologia, Ufologia.
Rodrigo Veronezi Garcia Rodrigo Veronezi Garcia

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