domingo, 27 de novembro de 2016

A CARTA QUE DEIXOU FIDEL CASTRO ANTES DE SUA MORTE ("Para meus companheiros da Federação Estudantil Universitária")

A Presidente Dilma Rousseff visitou Fidel Castro em Havana em 27 de janeiro de 2014. Na ocasião, a imprensa oficial cubana disse que o encontro "foi uma expressão do afeto e da admiração entre Fidel e Dilma". Logo depois em 2016 a Presidente Dilma Rousseff sofre um Golpe de Estado que foi planejado em Washington.

Fidel Castro ficou dois anos na cadeia por tentar um golpe de Estado que não deu certo, Fidel Castro foi exilado no México. Ele voltou em 1956 e seu movimento revolucionário assumiu o controle de Cuba. Fidel assumiu o poder do país no Ano Novo de 1959, depois de derrubar Fulgencio Batista.

Um dos maiores testes de Fidel Castro tenha sido em 1962, quando o presidente americano John Kennedy ordenou que ele retirasse mísseis soviéticos de Cuba. Na foto, o presidente John Kennedy fala sobre os mísseis em Cuba em novembro de 1962.
O líder soviético Nikita Khrushchev e Fidel Castro retiraram os mísseis e a ameaça de guerra nuclear da época foi encerrada. Na foto, Fidel segura a mão do líder soviético Nikita Khrushchev durante uma visita oficial em Moscou em 1963.

Em carta enviada a estudantes, ex-líder cubano afirma que não acredita na política de Washington, mas não rejeita solução pacífica para conflitos. "Sempre vamos defender a cooperação e a amizade com todos os povos."


Eu quando li a noticia sábado  de manhã fiquei surpreso e triste porquê ele organizou seu exercito revolucionário em uma pequena ilha e derrotou um Império e este mesmo  Império Norte Americano foi quem planejou o Golpe de Estado aqui no Brasil neste ano de 2016  e mesmo com a visita de Obama a Cuba ele Fidel em suas entrevistas sempre se mostrava desconfiado das reais intenções dos EUA em Cuba.

O líder cubano Fidel Castro antes de sua morte sempre disse que não confiava nos EUA e que não conversou com Washington, rompendo, assim, o silêncio de mais de um mês sobre a histórica aproximação anunciada por seu irmão e sucessor Raúl Castro e pelo presidente Barack Obama.

 Não confio na política dos Estados Unidos, nem troquei uma palavra com eles. Isso não significa — longe disso — uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos — disse Fidel, de 88 anos, afastado do poder desde 2006, em uma carta dirigida à Federação Estudantil Universitária.


"Defenderemos sempre a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo e, entre eles, os dos nossos adversários políticos. É o que estamos reivindicando para todos", completou Fidel Castro, o grande ausente no histórico processo de aproximação entre ambos os países, após meio século de inimizade.


"Tomamos suas referências às normas internacionais e os princípios como um sinal positivo e esperamos que o governo cubano os implemente para uma Cuba democrática, próspera e estável", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

A carta de Fidel, intitulada "Para meus companheiros da Federação Estudantil Universitária", foi publicada na íntegra nesta terça-feira no jornal Granma e nos demais meios de comunicação estatais da ilha, que não destacaram seus comentários sobre o processo de normalização com Washington.

A carta foi datada na segunda-feira, quatro dias após Cuba e Estados Unidos realizarem em Havana suas primeiras negociações de alto nível em 35 anos no âmbito da retomadas das relações diplomáticas, rompidas em 1961, dois anos depois da vitória da revolução de Fidel Castro, que marcou uma guinada da ilha em direção ao comunismo.

Sem aparecer em público há um ano
Fidel Castro não comentou em sua carta os rumores sobre sua morte, que circularam pelas redes sociais e em alguns meios de comunicação estrangeiros, em especial em 9 de janeiro, um dia após sua última aparição em público completar um ano.

Fidel Castro publicou sua última coluna de imprensa em meados de outubro, quando propôs que os Estados Unidos cooperassem para enfrentar a epidemia de Ebola, e fez sua última aparição pública em 8 de janeiro de 2014, quando acompanhou a inauguração de uma galeria do artista cubano Alexis Leyva "Kcho", seu amigo pessoal.


Para lembrar para sempre


Por Eduardo Galeano

E nisso seus inimigos têm razão.

Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
E nisso seus inimigos têm razão.

Seus inimigos dizem que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes.
E nisso seus inimigos têm razão.

Mas seus inimigos não dizem que não foi para posar para a História que abriu o peito para as balas quando veio a invasão, que enfrentou os furacões de igual pra igual, de furacão a furacão, que sobreviveu a 637 atentados, que sua contagiosa energia foi decisiva para transformar uma colônia em pátria e que não foi nem por feitiço de mandinga nem por milagre de Deus que essa nova pátria conseguiu sobreviver a dez presidentes dos Estados Unidos, que já estavam com o guardanapo no pescoço para almoçá-la de faca e garfo.

E seus inimigos não dizem que Cuba é um raro país que não compete na Copa Mundial do Capacho.

E não dizem que essa revolução, crescida no castigo, é o que pôde ser e não o que quis ser. Nem dizem que em grande medida o muro entre o desejo e a realidade foi se fazendo mais alto e mais largo graças ao bloqueio imperial, que afogou o desenvolvimento da democracia a la cubana, obrigou a militarização da sociedade e outorgou à burocracia – que para cada solução tem um problema –, os argumentos que necessitava para se justificar e perpetuar.

E não dizem que apesar de todos os pesares, apesar das agressões de fora e das arbitrariedades de dentro, essa ilha sofrida mas obstinadamente alegre gerou a sociedade latino-americana menos injusta.

E seus inimigos não dizem que essa façanha foi obra do sacrifício de seu povo, mas também foi obra da pertinaz vontade e do antiquado sentido de honra desse cavalheiro que sempre se bateu pelos perdedores, como um certo Dom Quixote, seu famoso colega dos campos de batalha.

(Do livro “Espelhos, uma história quase universal”)

Rodrigo Veronezi Garcia é Blogueiro e estuda sobre Mitologia, Religião, História, Arqueologia, Ciências Ocultas, Sociedades Secretas, Segredos Militares, Geo Politica, Parapsicologia, Ufologia.
Rodrigo Veronezi Garcia Rodrigo Veronezi Garcia

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