sexta-feira, 10 de outubro de 2014

OS SEGREDOS DE ELEUSIS



Os mistérios de Elêusis eram fundamentalmente os mesmos que os de Delos, consagrados a Apolo, e os de Samotrácia dedicados aos Cabiros.

Em todos eles eram transmitidos os segredos dos Iniciadores vindos do Céu, a sua identidade, a crença noutra pátria situada numa estrela, a ciência da astronomia, da física, da química, dos encantamentos, da serpente voadora, do dilúvio, a lei infringível da preservação do patrimônio biológico humano e a necessidade de uma transmissão secreta.


O Mais  importante desses documentos, o Popol Vuh ou livro do conselho, que relata acontecimentos anteriores ao dilúvio, foi transcrito em latim no século XVI por um sábio quiche que muito provavelmente, era um espanhol católico. Possuímos uma notável tradução do francês devida ao erudito abade Brasseur de Bourbong e também alguns extratos de uma exegese publicada rcentemente pelas edições Payot.

É do conhecimento do público eu o planeta Vênus regia a religião Maia, sem duvida após o aparecimento deste planeta no nosso céu visível, há 5000 anos. A maioria das pirâmides é-lhe dedicada; Quetzacoatl e Kukulkan, os dois maiores deuses do panteão Maia, são personificações do planeta brilhante; em todos manuscritos Maias, os sinais de Vênus florescem em cada página... Ora, fato extraordinário, excetuando o abade Brasseur de Bourbong, todos os autores obedecendo sem duvida a recomendações de Black-out, silenciam o papel de Vênus na civilização Maia e, as vezes, conseguem até nem mencionar o nome do planeta. Coincidência curiosa, na Bíblia manifestam-se as mesmas instruções de prudência ------a respeito da “ESTRELA” que os Hebreus reincidentes tinham a desagradável tendência, sem duvida hereditária, para qurerem adorar ao mesmo tempo que o touro(impropriamente chamado Bezerro de Ouro).

E acontece que essa estrela é precisamente Vênus. e que esse touro, símbolo dos anjos, genitores, representa também os Iniciadores venusianos, nos Maias, nos Fenícios, nos Assírio Babilônios e nos Incas.

Em resumo, tudo se passa como se desde há três mil anos uma conjuração se empenha-se em esconder uma verdade perigosa para as nossas instituições e as nossas religiões. Uma verdade cuja chave seria o planeta Vênus.                     
Os textos sagrados hindus revelam que os antepassados dos Arianos não tinham nascido na Terra.

Mas em uma estrela da Via Láctea (Sírio é uma estrela da Via Láctea) 

“O Caminho de Ariaman é o caminho que vai duma estrela a Terra” (texto védico) 

A segunda ingerência atestada por numerosos textos, foi a dos venusianos.

Durante muito tempo, os astrônomos pensaram que o planeta Vênus pertencia ao sistema solar desde há milhares de anos. Conseguimos, graças aos nossos documentos, que o observatório de Paris admitisse que o caso de Vênus merecia ser reconsiderado. E sabemos que alguns astrônomos, antecipando-se a verdade que em breve acabara por impor-se, admitem facilmente a irrupção de Vênus-cometa no nosso sistema solar.
Aqueles tolos e patifes que, através do poder místico ou de meios mecânicos, querem elevar-se ao sistema planetário superior, ou que inclusive esforçam-se por ultrapassar os planetas superiores e alcançar o mundo espiritual ou a liberação, faço com que sejam enviados á mais baixa região do Universo. 

Significado: Sem dúvida, existem diferentes sistemas planetários superiores reservados a diferentes pessoas. Como se afirma no Bhagavad-gita (14.18), urdhvam gacchanti sattva-sthah: as pessoas no modo da bondade podem ir aos planetas superiores. Entretanto, aqueles que estão nos modos da escuridão e da paixão não tem permissão de entrar nos planetas superiores.

A palavra divam refere-se ao sistema planetário superior conhecido como Svargaloka. Indra, o rei do sistema planetário superior, tem o poder de afastar qualquer alma condicionada que, partindo dos sistemas inferiores, tenta ir aos superiores, embora não possua as qualificações necessárias.

A tentativa moderna através da qual busca-se ir a outros sistemas planetários superiores por meios mecânicos artificiais não poderá ter êxito. Portanto a afirmativa de Indra parece indicar que todo aquele que tente ir aos sistemas planetários superiores por meios mecânicos, que são chamados de maya, é condenado a precipitar-se nos planetas infernais, situados na parte inferior do Universo.


BIBLIOGRAFIA: 

Título Original Srimad Bhagavatam, Eigth Canto
"Withdrawal of the Cosmic Creations"
The Baktivedanta Book Trust 


FONTE: HISTOIRE INCONNUE DES HOMMES
Depuis cent mille ans
1963 by Robert Laffont, Paris
LIVRARIA BERTRAND, S.A.R.L - Lisboa     

APOLO O EXTRATERRENO (O SIMBOLO SOLAR)




O final do texto de Diodoro de Sicília poderia fazer crer que Apolo não passava de um símbolo solar.

É certo que, como todos os deuses antigos, ele foi identificado como uma figura celeste – neste caso o Sol – pois era costume, para honrar um ser superior, compara-lo a um astro.
Apolo não foi um mito, mas provavelmente um herói, um Iniciador vindo do Norte.
Entre os nórdicos e os Citas, era chamado Abaris o Hiperbóreo e tinha o poder de viajar sobre uma flecha volante. Como fazia o Rei Bran do País dos Outeiros, que ia do Ocidente para o país do Além com a velocidade de um raio.
Viajante voador como Manannan Mac Liyr, o mágico irlandês, navegador do espaço e das regiões misteriosas como o Astarte fenício , como Ashour, o deus Assírio montado em um touro voador, como Ningirsou, o deus das asas desdobradas de Akkard e de Suméria, como Horus no Egito, Orejona a mãe dos Incas, Quetzacoatl a serpente alada do México, como Rama o Hindu que pilotava as Vimanas.
Nas mitologias conforme as descrições dos historiadores da antiguidade eles deslocavam-se realmente no céu em engenhos voadores que , a maior parte das vezes, entre os Celtas, os Maias, os Incas, os Assírios e os Egípcios tinham o perfil dos modernos jactos, e de discos voadores.
              
OS GREGOS NÃO ACREDITAVAM NOS DEUSES
É certo que Clemente de Alexandria (160 d.C.) era um filósofo grego cristão e parcial por princípio, contudo não podemos senão aprovar as suas conclusões.
Incontestavelmente, os mistérios egípcios, há 4000 anos, e os mistérios gregos, há 2000 anos, eram paródias da iniciação autêntica dos conhecimentos que a classe sacerdotal tinha completamente esquecido.

Daremos, adiante, um apanhado dos ritos de Elêusis, mas há boas razões para crer que o mistério do cofre, tornado simples cesto, se referia a um falo de madeira ou de pedra, e a uma vulva, consistindo o ((trabalho)) na introdução de um na outra.
Compreende-se então toda a ironia do bom Clément de Alexandria, num século em que o Cristianismo, novinho em folha, não era senão pureza e espírito de sacrifício!
Alias, devemos recordar-nos de que os Gregos eram fundamentalmente anti-religiosos, dado que sua mitologia não era, em suma, mais que uma sucessão de relações licenciosas, de incestos, de adultérios, de raptos e de outras jovialidades de velhos guerreiros e de deuses olímpicos!
Na lenda de Elêusis, a aventura inicia-se com uma nota escabrosa: Jupiter uniu-se a Deo, sua própria mãe, e depois Proserpina, sua filha. Depois de tela gerado, desflorou Core.))
A propósito de um desses objetos encerrados no cesto, o falo, o bom Clemente indigna-se!
Evidentemente, ele ignorava que a sua própria religião cristã iria venerar a virgem de Araão . a amêndoa mística em forma de vulva irradiante que envolve as imagens da Virgem, e até o santo prepúcio de Jesus, em honra do qual se edificou em Charroux (Viena) a maior basílica romana de toda a cristandade!
Amadores do erotismo, estetas e incrédulos por natureza, os Gregos tiravam o caráter sagrado ás divindades integrando-as nas fábulas, e como se, sabendo que os deuses tinham sido simples anjos iniciadores de forma humana, viris e por vezes sem escrúpulos, tivesse sido sacrílego assimila-los a criaturas celestes...  O que, de resto, também não teria sido sério!
Para mais, o Olimpio dos Gregos era terrestre e tudo estava genialmente imaginado para atrair os Deuses á Terra e abolir a distância que os separava dos mortais.
No estado de espírito da iniciação não podia ter um caráter religioso, pelos menos nas épocas históricamente conhecidas. 

O MISTÉRIO DE PROMETEU E O FOGO DOS DEUSES




Prometeu era filho de Clímene, a Oceânida de pés maravilhosos. Ele deu aos homens “um esplendoroso raio divino, iludindo uma segunda vez”, diz Hesíodo, “a prudência do Senhor do Trovão” Júpiter, encolerizado, castigou cruelmente os mortais, devido a este fogo.
A história de Prometeu surge então luminosa a claridade rosa branca das bombas de Hiroxima e Nagasaque, e Reggane.

Hesíodo: Théogonie e Des Travaux et dés jours.
Hesíodo: Júpiter falou assim: “O filho de Japet (Prometeu) que ninguém pode igualar em destreza, alegras-te agora por ter furtado o fogo celeste e por me teres enganado; mas um severo castigo espera-te a ti próprio e aos homens que estão por vir: como o preço do fogo que me foi furtado, enviar-lhes-ei um mal que a todos afligirá: a Virgem Pandora... A Eva dos Gregos ornamentada com todas as seduções e detentora de um pequeno cofre onde estavam guardados todos os flagelos do mundo... e também a Esperança, felizmente!”
Essa mensagem extraordinária, que se assemelha á mensagem bíblica do pecado original e de Lúcifer, vindo – ou a vir do planeta Vênus, não podia ser compreendida pelos homens antes do dia 7 de agosto de 1945(bomba de Hiroxima)
                  
A Tese que apresentamos pode resumir-se da seguinte maneira: uma civilização muito antiga precedeu a nossa. Essa civilização, depois de ter conhecido a rádio, a televisão, o ônibus espacial, a bomba H, desapareceu devido a uma catástrofe atômica. Antes de morrer, sabendo que alguns sobreviventes, salvos da desgraça, após um longo e penoso percurso, continuariam a aventura humana, os nossos antepassados legaram uma mensagem destinada a preservar as gerações futuras da sua funesta experiência:


A MENSAGEM ERA "ATENÇÃO A CIÊNCIA ATENÇÃO AO FOGO"

Alguns os mais sábios, os mais iniciados, devem ter compreendido, traduzido, mas não falaram!

E daí se extrai uma conclusão evidente: existia uma sociedade de mistérios, uma conjuração de iniciados, que, sem duvida, tinha por missão ocultar dos humanos a aventura prodigiosa dos seus antepassados.

Depois desses antepassados, e através dos homens do sílex, dos Sumérios, dos Gregos, dos Gauleses e dos homens da Idade Média, foram transmitindo um conhecimento superior, sem que no entanto fosse revelado pelo menos o essencial, o perigoso!

Os conjurados incluíam nas suar ordens os chefes de sinarquias egípcias, judaicas, indianas, muçulmanas, cristãs; os pontífices religiosos da Europa, Ásia, e da África; certos xamãs mongóis e da América central; e monges ocidentais.

As tradições, as mensagens transmitem-se oralmente, mas, no entanto, existem transcrições na Biblioteca do Vaticano nas bibliotecas dos imãs iniciados do Magreb e do Médio Oriente, nos museus onde se mantêm as tábuas da Babilônia, certamente em Tiahuanaco, no Museu do Homem, em Paris, em Instambul e em Pequim.

Há pelo menos 6000 anos, certos homens sabem determinadas coisas que tem por missão não divulgar.

A ciência, do infinito passado ao infinito futuro, esta sempre no estado do presente.

Já alguns espíritos curiosos e imprudentes tinham pressentido esse fantástico: Anaximandro, Epiturco, Petron d’Himere, Orígenes, Archelaus de Mileto, Plutarco, Lucrecio, Roger Bacon, Descartes, Swedenborg, Yong Milton, Eliphas Lévi e muitos outros. Camille Flamarion no seu tempo, exprimiu hipóteses que os sábios acolheram com um sorriso de comiseração.

Ele interpretou o cosmos, agitou todos os problemas.

No entanto ele abriu caminho ao inacreditável. 

Agitaram o famoso, o todo poderoso carbono 14 que vai de cinqüenta por cento até 5568 anos; atinge oitenta por cento de 5000 a 10000 anos e, em seguida, o carbono pode também indicar 15000 ou 50000 á escolha ou segundo apetece. Na América, o procedimento do carbono 14 é muitas vezes denunciado como um Bluff e uma fraude.

 Não existe nem uma possibilidade em mil de o homem descender do macaco.

Transmitir a ciência sem ter o poder temporal absoluto teria sido para os iniciados o recomeço do crime ancestral de que tinham por missão preservar a humanidade. 

A tradição e o bom senso militam a favor de antepassados superiores que tenham cumprido uma cadeia completa de evolução antes de soçobrar, devido a um cataclismo atômico que a ciência repudia, mas que é admitido pelos textos sagrados e pelas tradições. Essa catástrofe nuclear não pode ser fixada nem calculada, pois falseou o processo natural de  modificações celulares e provocou espontaneamente mutações que em condições normais de pressão e temperatura teriam exigido vários milhões de anos.

A parábola do pecado original revelado na Bíblia encontra seu verdadeiro significado e uma relação evidente com a hipótese atômica e o receio ancestral, universal, milenar da fusão de metais e mais particularmente do ferro.O ferro sempre foi considerado um “metal maldito” o metal do Diabo e do vulcão. Todos os textos antigos, os Vedas, o Talmude, a Bíblia, os cronistas Hesíodo, Lucrécio, as tradições egípcias, romanas, chamam-lhe o metal vil e pernicioso, e a sua fusão é considerada como arma diabólica.

Outrora, os operários que trabalhavam eram relegados para o último escalão da humanidade, e ainda nos nossos dias, os Haddades, do Saara, últimos astesãos-ferreiros cuja técnica remontaria 6000 antes de Cristo formam uma casta a parte, desprezada pelos outros nômades que vivem acampamentos afastados.          

Acontece o mesmo com os ciganos que praticam a fusão. No entanto, excetuando o ar, a terra e o fogo, é o ferro o guia das civilizações, entes do ouro, do trigo, do tecido, e talvez da madeira. Nada do que constitui o orgulho dos sábios poderia existir sem ele: nem a eletricidade, nem o avião, nem o transatlântico, nem o ônibus espacial, nem a bomba atômica, nem as centrais de energia, nem as oficinas. Pode dizer-se, na formula estabelecida pela nossa civilização, o ferro se identifica com a ciência. Então como pode se explicar a universal maldição que o atacou sempre e em toda a parte senão pelo fato de um cataclismo que ele foi responsável?

Os próprios homens pré-históricos fugiam das regiões com minério ferroso, como possuídos de pânico, e fixavam-se sobre boa terra mãe, argilosa e calcária. Ora o homem pré-histórico – homo sapiens – se tivesse esse receio, se estivesse embrutecido, deteriorado... , se tinha descido na escala evolutiva, não teria sido após um cataclismo ou de um acidente a que o ferro estivesse associado?

Era esse acidente que seria necessário identificar para compreender a Pré-história ... o drama da Pré-História.

A hipótese de uma humanidade superior sujeita a uma explosão atômica há centenas de milhares de anos e, evidentemente, a intervenção de extraterrenos descobrem certos elos de semelhança que somos obrigados levar em consideração: o incompreenssível embrutecimento do homem pré-histórico; a maldição do ferro; as mensagens transmitidas pela maior parte das teologias; o mito do paraíso perdido.
                                                                     

História

O nome "ferro" deriva do latim "ferrum", enquanto o anglo-saxónico "iron" tem origem no escandinavo "iarn". Muitas histórias fabulosas se contaram ao longo dos séculos, descrevendo como o ferro meteórico caía na Terra enviado dos céus como uma dádiva dos deuses ao Homem. Não é, no entanto, necessária nenhuma explicação romântica para a descoberta do ferro, se atendermos à facilidade com que se reduz o ferro a partir dos seus minérios. Diz-se mesmo que o primeiro ferro produzido foi obra do acaso, quando pedaços de minério de ferro foram usados em vez de pedras nas fogueiras nos banquetes, onde o fogo era mantido tempo suficiente para permitir a redução. Seguiu-se a observação que as mais altas temperaturas obtidas quando o vento soprava, produziam um melhor material. Tentou-se então conseguir através de várias artimanhas uma rajada de vento artificial, até se conseguir criar uma fornalha de fundição.

Desde tempos pré-históricos que os utensílios de ferro têm vindo a ser usados: descobriram-se mesmo alguns em explorações arqueológicas na pirâmide de Gizé, no Egipto, que têm provavelmente 5000 anos de idade; na China julga-se que a utilização do aço remonta a 2550 a.c.. Também nos é indicado pelos poetas védicos que os seus antepassados pré-históricos possuíam o ferro, e que os seus artesãos já tinham adquirido técnica considerável na transformação de ferro em utensílios.

Tendo em atenção que os objectos antigos de ferro são muito menos frequentes que os de bronze, os arqueólogos posicionaram a chamada Idade do Bronze antes da Idade do Ferro. De facto, o bronze é mais facilmente extraído e trabalhado do que o ferro, pensando os arqueólogos que deixou de ser o utensílio e a arma dominante das civilizações cerca de 500 a.C.. A escassez do cobre e a abundância do ferro levou o povo hindu a desenvolver técnicas de trabalho deste metal, que mais viriam a ser transmitidas à Europa, onde se salientaram os Etruscos do norte da Itália.

Pouco tempo depois da queda do Império Romano, a produção do ferro desenvolveu-se bastante na Espanha tornando-se famosas as lâminas de aço de Toledo e seus artesãos. Estes iriam para a França e Alemanha onde introduziram a sua peculiar forja catalã, cujo desenvolvimento viria a originar as grandes fornalhas de fundição. Os produtos da forja catalã eram ou uma espécie de ferro maleável ou aço; as grandes fornalhas produziam uma variedade de ferro que não podia ser forjado ou temperado, embora fosse adequado para todos os tipos de moldagem de resistência moderada.

A descoberta, por Cort, de um processo de transformação deste tipo de ferro em ferro forjado, com custos de produção consideravelmente mais baixos que os possíveis com a forja Catalã, deu um grande ímpeto à produção de ferro na Inglaterra.


No mito de Prometeu e Pandora, Hesíodo nos dá um panorama da Era de Ferro: doenças, a velhice e a morte; a ignorância do amanhã e as incertezas do futuro; a existência de Pandora, a mulher fatal, e a necessidade premente do trabalho. Uma junção de elementos tão díspares, mas que o poeta de Ascra distribui num quadro único. As duas Érides, as duas lutas, se constituem na essência da era de ferro.

A causa de tudo foi o desafio a Zeus por parte de Prometeu e o envio de Pandora. Desse modo, o mito de Prometeu e Pandora forma as duas faces de uma só moeda: a miséria humana na Era de Ferro.

A necessidade de sofrer e batalhar na terra para obter o alimento é igualmente para o homem a necessidade de gerar através da mulher, nascer e morrer, suportar diariamente a angústia e a esperança de um amanhã incerto.


É que a Era de Ferro tem uma existência ambivalente e ambígua, em que o bem e o mal não estão somente amalgamados, mas ainda são solidários e indissolúveis.


Eis aí por que o homem, rico de misérias nesta vida, não obstante se agarra a Pandora, “o mal amável”, que os deuses ironicamente lhe enviaram.


Se este “mal tão belo” não houvesse retirado a tampa da jarra, em que estavam encerrados todos os males, os homens continuariam a viver como antes, “livres de sofrimento, do trabalho penoso e das enfermidades dolorosas que trazem a morte”.


As desgraças, porém despejaram-se pelo mundo; resta, todavia, a Esperança, pois afinal a vida não é apenas infortúnio: compete ao homem escolher entre o bem e o mal.


Pandora é, pois, o símbolo dessa ambiguidade em que vivemos. Em seu duplo aspecto de mulher e de terra, Pandora expressa a função da fecundidade, tal qual se manifesta na Era de Ferro na produção de alimentos e na reprodução da vida.


Já não existe mais a abundância espontânea da Era de Ouro; de agora em diante é o homem quem deposita a sua semente no seio da mulher, como o agricultor a introduz penosamente nas entranhas da terra.


Toda riqueza adquirida tem, em contrapartida, o seu preço. Para a Era de Ferro a terra e a mulher são simultaneamente princípios de fecundidade e potências de destruição: consomem a energia do homem, destruindo-lhe, em consequência, os esforços; “esgotam-no, por mais vigoroso que seja”, entregando-o à velhice e à morte, “ao depositar no ventre de ambas” o fruto de sua fadiga.
Ogum dá aos homens o segredo do ferro


Na Terra criado por Obatalá, em Ifé,
os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade.
Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos
feitos de madeira, pedra ou metal mole.
Por isso o trabalho exigia grande esforço.
Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa.
Era necessário plantar um área maior.
Os orixás então se reuniram para decidir com fariam
para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.
Ossaim, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro
e limpar o terreno.

Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido.
Do mesmo modo que Ossaim,
todos os outros orixás tentaram,
um por um, e fracassaram
na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então.
Quando todos os outros orixás tinham fracassado,
Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno.
Os orixás admirados, perguntaram a Ogum de que material
era feito tão resistente facão.
Ogum respondeu que era de ferro,
um segredo recebido de Orunmilá.
Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia,
não só à agricultura, como à caça e até mesmo a guerra.


Por muito tempo os orixás importunaram Ogum
para saber o segredo do ferro,
mas ele mantinha o segredo só para si.
Os orixás decidiram então oferecer-lhe reinado
em troca de que ele lhes ensinasse
tudo sobre aquele metal tão resistente.
Os humanos também vieram a Ogum
pedir-lhe o conhecimento do ferro.
E Ogum lhes deu o conhecimento da forja,
até o dia em que todo caçado e todo guerreiro
tiveram sua lança de ferro.
Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás,
antes de mais nada ele era um caçador.


Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora
numa difícil temporada.
Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho.
Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado.
Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
ogum se decepcionou com os orixás,
pois, quando precisaram dele para o segredo da forja,
eles o fizeram rei
e agora diziam que não era digno de governá-los.
Então Ogum banhou-se,
vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas,
pegou suas armas e partiu.


Num lugar bem distante chamada Irê, construiu uma casa
embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro
não o esqueceram.
Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ogum.
Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros
fazem sacrifícios em memória de Ogum.
Ogum é o senhor do ferro para sempre


Mitologia do Orixás (Reginaldo Prandi)



Segundo a Mitologia Grega, os homens foram criados não apenas uma vez, mas cinco, constituindo as gerações de Ouro, Prata, Bronze, Heróis e Semideuses e ferro. Os mitos gregos tratam principalmente da quarta geração, quando heróis e semideuses habitavam o mundo.

A última geração, a do Ferro, é a que habita ainda hoje sobre a terra. Através dos seus aedos e poetas, ela vive com a recordação da geração heróica que a precedeu.

Mas apesar dessa raça não ser tão grandiosa quanto a anterior, os homens pertencentes a ela conseguiram, com muito trabalho, superar os problemas e provações que enfrentaram. Muito desse mérito cabe aos esforços do titã Prometeu, o deus que mais amou os homens.

Prometeu dedicou sua vida a uma missão sagrada: ajudar os mortais a viverem uma vida melhor. Os homens pertenciam então à geração de bronze. Os ensinamentos do titã, no entanto, não desapareceram junto com essa geração, mas passaram para as seguintes.

Foi ele quem lhes deu o fogo, que tinha obtido da forja de Hefesto. Então os ensinou a fundir minérios e a construir utensílios. Também mostrou como domesticar animais, navegar mares e combater doenças com ervas medicinais.

Porém, os homens da terceira geração eram muito altos e, com a ajuda do fogo, tornaram-se muito fortes. Desgostoso com esse poder, Zeus resolveu puni-los, tomando de volta o presente de Prometeu e o escondendo no alto do Olimpo.

Mesmo contra a vontade do senhor dos deuses, o titã foi escondido ao Olimpo e tomou novamente o fogo, dando-o à humanidade, desta vez para sempre.

A cólera de Zeus não teve limites: ele castigou duramente os homens, levando-os à completa destruição, e puniu o bondoso titã com o pior tormento que se podia imaginar; amarrou-o a uma rocha, para que durante toda a eternidade uma águia viesse diariamente lacerar-lhe o fígado, que tornava a se reconstituir à noite.

Neste volume, o leitor encontrará uma narração detalhada do mito de Prometeu e de outras histórias que se relacionam com ele e o contextualizam. Stephanides conta também os mitos de outros importantes deuses e heróis, como Orfeu, o maior músico que já existiu sobre a Terra, Dioniso, o deus do entusiasmo, da alegria e do vinho, e Dédalo, o único homem que conseguiu construir asas para voar.

Autor: Menelaos Stephanides



Texto escrito por: Lilia Cristina de Souza Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro de 1957, é aquariana, graduada em Inglês pela Cambridge University, graduada em História pela Universidade Veiga de Almeida, pós-graduada em Arte e Cultura, na Universidade Cândido Mendes, e estudante do conhecimento humano, especialmente dos ramos do imaginário.
Read more: http://mitologiasemisterios.blogspot.com/2010/09/as-5-racas-de-homens-ferro.html#ixzz1QA74NINv

BIBLIOGRAFIA: 

Título Original Srimad Bhagavatam, Eigth Canto
"Withdrawal of the Cosmic Creations"
The Baktivedanta Book Trust 


FONTE: HISTOIRE INCONNUE DES HOMMES
Depuis cent mille ans
1963 by Robert Laffont, Paris
LIVRARIA BERTRAND, S.A.R.L - Lisboa     

O MISTÉRIO SÍRIUS ( The Syrius Mistery)












Os conhecimentos cosmogônicos e astronômicos desse povo, que hoje ultrapassam pouco mais de 200 mil indivíduos, não se limitam, contudo, a meras observações visuais do céu.

Eles sempre souberam da função do oxigênio do corpo e da circulação do sangue, coisas que a ciência ocidental só descobriu em tempos modernos. Conheceram também os mistérios das principais estrelas do céu e das luas do Sistema Solar sem nunca terem manipulado telescópios.

De onde teriam adquirido tantos conhecimentos superiores?

Teriam-nos recebido dos Povos dos Céus? Ou de alguma civilização avançadíssima do passado?

DADOS ANTIGOS - Em 1976, foi lançada em Londres uma obra que acabaria inevitavelmente sendo apropriada pelos defensores da teoria dos "deuses astronautas", mormente, Erich von Däniken (veja o livro Provas de Däniken: deuses, espaçonaves e Terra). The Syrius Mistery, do lingüista norte-americano especialista em sânscrito da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), e membro da Royal Astronomical Society, Robert K. G. Temple, expunha e analisava mitos que falavam dos habitantes de um planeta que orbita ao redor da estrela Sírius, os quais teriam aterrissado na Terra em eras remotas, inaugurando a civilização. Segundo Temple, os dados dos Dogon, que descenderiam cultural e biologicamente dos egípcios, remontariam há 5 mil anos e fariam parte do cabedal egípcio dos tempos pré-dinásticos.

Ao desenhar diagramas da órbita de Sírius B, com base em dados tirados dos mitos Dogon e seguindo as mais recentes pesquisas astronômicas, Temple constatou que "A semelhança é tamanha e surpreendente, a ponto de até o leigo mais inexperiente reconhecer à primeira vista a perfeita identidade das duas apresentações, até nos menores detalhes. (...) O fato ficou demonstrado e ei-lo: a tribo Dogon possui noções gerais dos princípios mais incríveis e sutis de Sírius B e, em sua órbita, de Sírius A. Portanto, revela-se aí absoluta paridade do saber atual em relação com as noções encerradas em mitos antiqüíssimos!"

RAÍZES LONGÍNQUAS - A doutrina secreta dessa tribo informa que o nosso mundo terrestre surgiu da Constelação de Sírius B. Propriamente não de Sírius B, mas de uma estrela pequena e branca, situada próxima dela, possivelmente Sírius A. Suas lendas e tradições transmitem essa informação de geração em geração há milhares de anos e, durante todo esse tempo, vêm realizando rituais para a estrela que os criou. Os sábios Dogon dizem que essa estrela dupla é ao mesmo tempo a menos e a mais pesada do cosmos. Os astrônomos calculam que realmente a sua massa é 36 mil vezes mais pesada que o Sol e 50 mil vezes mais densa do que a da água. Seu diâmetro é de 39 mil quilômetros, mas ela contém a mesma quantidade de matéria de uma estrela normal com um diâmetro de cerca de 1,3 milhão de quilômetros. Uma caixa de fósforos cheia de matéria de Sírius B pesaria no mínimo uma tonelada. Os Dogon crêem que a terra ali consiste em algo chamado por eles de Sagolu, que significa terra podre e metálica.

CIÊNCIA CONFIRMA - Ocorre que essa estrela só foi descoberta pela ciência no século 19, e uma foto dela foi possível só em 1970. Sírius B pertence à categoria das anãs - implodidas -, descoberta em 1862, não através de observações diretas, mas por meio de cálculos matemáticos. Por estar quase acoplada à sua irmã gigante Sírius A, uma das estrelas mais visíveis a olho nu, a imagem de Sírius B confunde-se com ela, e só recentemente foi possível distinguir que havia duas estrelas no lugar de uma. Sírius B é mil vezes menos luminosa do que a Sírius A e totalmente invisível a olho nu. Ela só pode ser vista por meio de um telescópio de 320 milímetros, já que se encontra a apenas 11 segundos-luz de Sírius A.

PROFUNDOS CONHECEDORES - Sem nunca terem valido de instrumentos ópticos, os Dogon sabiam da existência de quatro luas em Júpiter. Na verdade, Júpiter possui dezenas de outras - são conhecidas dezessete até o momento -, mas as maiores e as principais são realmente quatro: Io, Calixto, Ganimedes e Europa. Além disso, sabiam também que Saturno é rodeado por um anel e que os outros planetas giram ao redor do Sol, e afirmavam que os mundos ao redor das estrelas que se movimentam em forma espiral (como a Via-Láctea) são universos habitados.

Os conhecimentos desse povo, que hoje ultrapassam pouco mais de 200 mil indivíduos, não se limitam, contudo, a astronomia. Eles sempre souberam da função do oxigênio do corpo e da circulação do sangue, coisas que a ciência ocidental só descobriu em tempos modernos. Os dogon diziam que o movimento das estrelas podia ser comparado ao fluxo do sangue no organismo, denotando que estavam cientes da circulação sanguínea, fenômeno descoberto apenas no começo do século 17 por William Harvey. Eles reconheciam ainda a função do oxigênio nesse processo, cientes de que o sangue no corpo corre pelos órgãos que se encontram no ventre.

A CRIAÇÃO - Os Dogon acreditam que de Sírius A, flutuando em um "ovo dourado", veio Amma, que criou a Terra. Mais tarde, Amma mandou os Nommo para o nosso mundo. Nommo (os "Mestres") eram seres anfíbios, capazes de se movimentar tanto na terra como na água. Eles teriam chegado a bordo de um veículo cuja descrição lembra a de uma espaçonave.

A maioria das sociedades tradicionais africanas, entre elas, a dos Dogon, encara o mundo como um todo integrado em que se relacionam aspectos sociais com o tempo e o espaço. A vida social na sua totalidade insere-se numa constante busca de equilíbrio entre um sistema de forças que se expressam desde os tempos primordiais.

O QUE DIZ SAMAEL SOBRE OS MISTÉRIOS DE SÍRIUS

Em certa ocasião, estando eu, SAMAEL AUN WEOR, na estrela de Sírius, vi acolá umas árvores penetradas cada uma delas por damas de uma beleza inefável e comovedora. Aquelas damas me chamaram para que me acercasse a elas; eram damas elementais encarnadas naqueles arbustos. Sua voz melodiosa era música de Paraíso: conferenciei com elas e logo me afastei admirado de tanta beleza.

Aquele planeta tem dilatados mares, e os habitantes desta estrela jamais mataram nem a um passarinho. Sua organização social seria magnífica para nosso globo terráqueo; se acabariam todos os problemas econômicos do mundo, e reinaria a felicidade sobre a face da terra.

Os sirianos são pequenos de estatura e têm todos seus sentidos internos perfeitamente desenvolvidos; vestem simplesmente com túnicas humildes e usam sandálias de metal. Todo siriano vive em uma pequena casa de madeira, e não há casa que não tenha uma pequena horta onde o dono de casa cultiva os seus alimentos vegetais. Também possui o dono um pequeno jardim donde cultiva suas flores. Ali não vivem capitalistas nem tampouco existem cidades nem sem-terra; portanto, as gentes de Sírius não conhecem nem a fome nem a desgraça.

O pesquisador americano Robert K. G. Temple, especialista em sânscrito da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfìa, publicou um livro tão complicado quanto fascinante: The Sirius Mystery (0 Mistério de Sírius). Nesse livro, ele defende a tese de que o planeta Terra foi no passado visitado pelos habitantes de Sírius. "Quando comecei a trabalhar, aprofundando-me no assunto, essa questão já fora postulada nas tradições de uma tribo africana, os dogons , que vivem no Mali, região do antigo Sudão francês. Os dogons possuíam dados tão incríveis a respeito da estrela Sírius que me senti forçado a examinar as informações deles. Sete anos mais tarde, em 1947, consegui provar que os dados dos dogons têm mais de 5 mil anos de idade, fazendo parte também do conhecimento dos egípcios nos tempos pré-dinásticos. Também provei que os dogons descendem cultural e biologicamente daqueles egípcios". De acordo com a doutrina secreta desta tribo, nosso mundo terrestre surgiu da Constelação de Sírius. Não de Sírius propriamente dita, mas de uma estrela pequena e branca, próxima dela. De acordo com os sábios dogons, essa estrela é a menor de todo o cosmos, e também a mais pesada. Eles acreditam que a terra ali consiste em algo chamado por eles de sagolu, que significa ao mesmo tempo terra podre e metal. Essa substância brilha um pouco mais que o ferro, e é tão imensamente pesada que um grão dessa matéria tem o mesmo peso de 480 burros carregados de trigo. Dessa estrela, flutuando em um ovo dourado, veio Amma, que criou a Terra. Mais tarde, Amma mandou os nommos para nosso mundo. Nommos são seres anfíbios, capazes de movimentar-se na água ou na terra, e são chamados "mestres". Eles chegaram em uma espaçonave cuja descrição lembra muito as descrições atuais dos UFOs. Para os dogons, a estrela mais importante dos céus é a pequena estrela perto de Sírius, de onde vieram seus deuses Amma e os nommos. Eles a chamam Po Tolá . Po é o nome de um grão de cereal oriundo da nascente o rio Niger e que possui um peso muito grande em relação ao seu tamanho; Tolo quer dizer estrela. Tudo isso já seria bastante interessante, não fossem os demais atributos de Po Tolo, que são simpIesmente estonteantes.

1- Existe realmente uma estrela desse tipo na Constelação de Sírius, chamada de Sírius B pelos astronomos.

2 - Ela pertence à categoria das estrelas anãs - estrelas implodidas - descoberta por Clark em 1862, não através de observações diretas, mas por meio de cálculos matemáticos .

3 - Sírius B, o Po Tolo dos dogons, é 1000 vezes menos luminosa do que Sirius A ; e sua massa é 36 mil vezes mais pesada que a do Sol e 50 mil vezes mais densa do que a água . Seu diâmetro é de 39 miÌ qüilometros , mas ela contém a mesma quantidade de matéria que uma estrela normal com um diâmetro de 1.296.000 km. Uma caixa de fósforos cheia de matéria de Sirius B pesaria no mínimo uma tonelada . . .

4 - Sírius B gira ao redor de si mesma e , a cada 50 anos, dá uma volta ao redor de Sïrus A , descrevendo uma elipse. Como os dogons não conheciam as leis de Kepler, eles não tinham como saber deste fato. E, no entanto, eles sabiam.

5 - 0 mais espantoso é que Sírius B é totalmente invisível a olho nu. Ela pode ser vista através de um telescópio de 320 milímetros, já que se encontra a apenas 11 segundos de Sírius A. A doutrina religiosa secreta dos dogons a respeito de uma estrela invisível e com atributos incomuns é uma tradição "impossível".


No entanto, ela existe. . . Os sacerdotes dogons veneram Po Tolo, ou Sírius B, com o mais profundo respeito. Eles fazem desenhos do seu lugar no céu e na Constelação de Sírius; determinam, também com desenhos, os movimentos de Sírius A e B. Tudo isso faz parte de uma sabedoria secretissima e sagrada, junto com a gênese de Po Tolo, de onde veio Amma, a divindade suprema, e mais tarde os nommos anfíbios, mestres mandados por Amma. Essa doutrina domina todo o pensamento religioso dos dogons, para quem o número 50, número de anos que Po Tolo precisa para girar ao redor de Sírius A, é também a quantidade dos nommos e o núcleo do seu calendário . Os conhecimentos dessa tribo "primitiva" a esse respeito são tão incríveis que somos levados a esquecer que eles possuem outros conhecimentos de astronomia, tão "impossíveis" quanto eles sabem de Sírius. Eles sabem, por exemplo, que os planetas giram ao redor do Sol não ao redor da Terra. Eles conhecem 4 luas de Júpiter bem como o anel de Saturno, fenômenos impossíveis de serem registrados a olho nu. Mas o que faz os astronomos perderem a fala é que essa tribo africana sabe que a Terra faz parte da Via Láctea e que existem outras galáxias espiraladas no universo. Mais: os dogons dizem que o movimento das estrelas é comparado ao fluxo do sangue no corpo humano. Isso significa simplesmente que eles conhecem a circulação do sangue , fenômeno descoberto por Harvey apenas no século 17 . Indo além , eles conhecem a função do oxigenio nesse processo: "0 sangue no corpo corre pelos orgãos que se encontram no ventre . . . " . Eles diferenciam o sangue aguado , que contem oxigênio do sangue oleoso, que contém o gás carbônico. O conhecimento do cosmos, porém, é sempre o mais importante: "0s mundos ao redor das estrelas que se movimentam em forma de espiral(como a Via Láctea) são universos habitados" - afirmam os dogons. "Foi Amma quem deu forma à Terra, criando os seres vivos. Também em outras terras existem seres vivos como na nossa" . Eles sabem tudo sobre a estrutura do nosso sistema solar e que a Terra gira em torno do seu próprio eixo . . .

Temple enfatiza sempre que se trata de uma sabedoria secreta. Colocar os iniciados a par desses segredos corresponde àquilo que imaginamos dos mistérios antigos. A idéia central era de que essa sabedoria tinha que ser conservada. 0 mundo só podia continuar rodando e o ser humano continuar vivendo, se um grupo de sábios conservasse a recordação das nossas origens e o conhecimento dos segredos cósmicos. Os dogons conseguiram conservar a mitologia em seu estado mais puro. Mas Temple achou improvável que esse povo, habitando a nascente do rio Níger, houvesse contatado com visitantes interplanetários na sua pré-história. A cultura - afirma Temple - é um fenômeno dinâmico que faz com que as tradições se modifiquem continuamente para, em um dado momento, perder sua forma original ou ficar irreconhecivelmente distorcida. O conhecimento oculto, conservado em seu estado puro pelos dogons, conservou-se assim fossilizado porque intocado por outras culturas fortes. Esse conhecimento chegou até os dogons em um período da sua pré-história. Mas ele veio de fora, afirma Temple. Esse "fora" deveria ser um lugar determinado, onde ele se originou, mas onde a sua forma pura e seu sentido ficaram parcialmente encobertos por outros desenvolvimentos mitológicos. Porém, essa mitologia não se perdeu. Possivelmente ela formava, no seu lugar de origem; o núcleo de mistérios ocultos - somente conhecidos por seus mais altos sacerdotes --- cujo conteúdo jamais foi escrito sobre material algum, perdendo-se para as gerações futuras e os arqueólogos quando a cultura em questão entrou em declínio. Assim, o conhecimento secreto permaneceu secreto.

Mas Robert Temple conseguiu encontrar sua verdadeira origem :

"Sabemos muito sobre as nossas civilizações antigas. Essas mitologias não estão baseadas em uma sabedoria primordial, cósmica, conservada em uma forma velada ou simbólica?" Temple pensou primeiro no Egito. Principalmente por causa do nome do deus da Criação dos dogons, Amma, muito parecido com o deus egípcio Amon. Mas existiu um motivo mais importante pará ele pensar no Egito. É que na mitologia dos egípcios, em sua relação com o cosmos, Sírius - também chamada Sothis ou Estrela do Cão, é identificada com Ísis --- tem um papel muito importante. Sírius não aparece acima do horizonte durante 70 dias do ano. No período em que ela se encontra invisível, Ísis, segundo os antigos egípcios, reside no submundo. 0 dia em que ela aparece é um momento importantíssimo para o Egito: o nível do rio Nilo começa a crescer, marcando o primeiro dia do seu calendário. Os egípcios construíram muitos templos para comemorar o aparecimento de Sírius/Ísis. Nesses templos (como, por exemplo, o de Dende-rah), os raios da estrela nascente foram captados através de um túnel construído a partir de cálculos absolutamente exatos de maneira que ela, como um holofote, iluminasse o altar, que se encontrava na mais completa escuridão. Ao escrever sobre a tradição egípcia, Plutarco disse que Ísis tinha uma irmã, a deusa Nephtys. Ísis simbolizava a luz da Criação, e Nephtys, a escuridão. Os seus reinos foram separados um do outro por um círculo horizontal de nome Anúbis, simbolizado por um deus com cabeça de cachorro (algumas vezes por um chacal), cuja tarefa é proteger Ísis como um cachorro fiel. Neste ponto deparamos com uma verdadeira neblina mitológica. Mas não tão densa ao ponto de não podermos discriminar o sistema de Po Tolo dos dogons, ou seja, o sistema de Sírius A (Ísis) e Sírius B (Nephtys). Temos até uma abstração: a órbita de Sírius B (Anúbis) é bem clara. Por onde Temple segue o caminho mitológico, seus argumentos inerentes à matéria tornam-se bastante complicados. Mas isso não surpreende. Sua intenção é desenterrar a tradição antiga dos dogons que ele considera a tradição pura. Para ele; a mitologia dos dogons veio do Egito, mas de um período anterior ao estabelecimento das dinastias. Só que no Egito ela se perdeu quase que totalmente na neblina do desenvolvimento cultural, por causa do seu caráter secretíssimo e das estruturas religiosas egípcias, cada vez mais complicadas: isto acabou encobrindo totalmente o seu sentido primordial. Mesmo assim, Temple descobriu na mitologia egípcia muitos elementos indicando uma ligação direta com a mitologia dos dogons. Assim, Ísis nasceu em uma região sempre úmida. A respeito do caráter anfíbio dos nommos, é possível pensar em um corpo coberto de água --- Sírius A ou B. Outro exemplo nos vem da astronomia árabe, cuja origem é egípcia. Na Constelação do Cão, à qual Sírius pertence, encontra-se uma estrela cujo nome moderno é Wezen, originário do árabe Al Wazn , que significa peso. Segundo os árabes, essa estrela era tão pesada que mal conseguia levantar-se acima da linha do horizonte. Isso nos lembra muito a descrição da pesada estrela Sírius B. Os árabes deram o nome de Al Wazn também à estrela Cymopus, na Constelação de Argo. Essa constelação tanto representa a arca de Noé como também o Argo de Jasão com seus cinqüenta argonautas, na procura do Velocino de Ouro.

É bem típico do espírito egípcio representar a órbita de Sírius B ao redor de Sírius A através de uma nave celestial. Na tradição antiga da Grécia, os 50 anos de órbita de Sírius B são representados pelos 50 argonautas. Além disso, o número 50 tem um papel imensamente importante (pela sua persistência) na lenda dos argonautas, ao incluir também a história das 50 filhas de Danaus, trazidas do Egito. E parece que as histórias dos argonautas têm a ver com as viagens de grupos pré-históricos da região grega, que mais tarde avançaram até a África. O número de 50 remadores no Argo nos faz pensar nos 50 nommos que, segundo os dogons, foram enviados pelo deus Amma para a Terra em uma espaçonave para ensinar a humanidade. Os argonautas eram homens do mar. Os nommos eram seres com rabo de peixe e que viviam preferencialmente na água. Ísis veio de um mundo úmido . . . Isto nos leva a um outro mito, a História da Babilônia do historiador Berossus, contemporâneo de Aristóteles. Ele descreve a origem da Babilônia de forma semelhante à origem da Suméria. Nessa criação tomaram parte criaturas estranhas, anfíbias, entre as quais estava Oannes. Falando sobre Oannes e seus companheiros, Berossus jamais fala em deuses. Ao contrário, para ele trata-se de criaturas estranhas, animais exóticos. Segundo Robert Temple, é muito importante a idéia de Carl Sagan, desenvolvida em seu livro Intelligent Life in the Universe (Vida Inteligente no Universo), de que depois do degelo o interesse das culturas mais longínquas sobre a Terra aumentou muito , mesmo limitando-se a uma visita em alguns milhares de anos. Essas visitas depois se tornaram mais frequentes . O exemplo que Sagan dá a uma visita daquele tipo é justamente o aparecimento de Oannes, que , de acordo com a tradição sumeriana, trouxe a civilização para a humanidade. Como os nommos dos dogons, Oannes e seu grupo são anfibios . lsto é, trata-se de seres que vivem na água mas que se movimentam bem na terra, e que tinham a aparência de sereias, machos e fêmeas. Seria tudo isso fruto da imaginação? Como já explicamos anteriormente, eles teriam vindo da Constelação de Sírius. Um detalhe bastante peculiar é o de o deus celestial dos sumerianos chamar-se Anu, que nos leva a pensar em Amma . Anu é tambem é chamado "chacal selvagem". E, como também frisamos, o chacal e o cachorro são igualmente idênticos no mito. E de novo aparece a imagem da Constelação do Cão, aliás Sírius. Os egiptólogos modernos, entre eles Wallis Budge, são de opinião que não se trata de uma semelhança ocasional. Somente uma fonte primordial e coletiva pode explicar essas semelhanças surpreendentes. A hipótese mais lógica de uma tal fonte coletiva leva-nos em direção de um conhecimento extra-oculto, proibido de ser revelado, pertencente aos verdadeiros mistérios. Porém, mesmo as mitologias conhecidas e preservadas por nós revelam muita coisa, resultante das semelhanças no terreno da tradição mitológica, que não tem nada a ver com o intercâmbio entre culturas separadas pelo tempo e espaço. Jasão e seus 50 argonautas estão ligados à Constelação de Sírius (Cão), mas uma !igação semelhante existe entre o herói sumeriano Gilgamesh e seus 50 companheiros, indicando a órbita de 50 anos da estrela anã, branca, invisível: Sírius B.

Sob cada uma das tradições antigas citadas esconde-se sempre a mesma imagem primordial, mesmo arquétipo: a gênese dos dogons, que tem como ponto de origem a misteriosa Sírius B. "Parece incrível", diz Robert Temple, que como acadêmico tinha que omitir muitos preconceitos e , a idéia em sí é não somente inacreditável como é também bastante perturbadora. "Mas não há outro jeito", ele afirma , "quando nos aprofundamos no que chamamos a origem da civilização humana neste planeta, temos que contar com a possibilidade de que homens primitivos tenham recebido uma quantidade de elementos culturais das mãos de seres extraterrestres, verdades que deixaram rastros que hoje já podemos decifrar" Não há descrições mais concretas que as dos dogons quando falam da chegada de Amma ou dos nommos. As espaçonaves pousaram na região Noroeste da sua terra. Eles fizeram um barulho comparável ao que as crianças fazem quando batem pedras sobre pedras, como acontece durante determinadas comemorações em uma gruta onde os ecos são bastantes amplificados. Essa descrição lembra muito as vibrações causadas por um avião a jato. No pouso da espaçonave Argo temos um espetáculo com redemoinhos, tempestades de areia e chamas que saíam dela. Quando Argo está no chão, aparece uma máquina de quatro pés que o arrasta até o lago mais próximo. A tripulação prefere ficar ali, o que parece compreensível quando pensamos que os nommos respiram através de guelras. Esse também era o caso de Oannes. Enquanto isso Amma ficou no céu, na região de Sírius, ao lado de um nommo chamado Die, substituto de Amma. Os nommos não poupam seus esforços para ajudar os terráqueos, até sacrificando seus corpos para os homens poderem se alimentar com sua carne e beberem seu sangue. Um entre eles foi crucificado , sob a árvore Kilena, mas ressuscitou depois . . . É provável que os dogons tenham conservado o núcleo mais importante da sua astronomia. Em todo caso, Temple achou que valia a pena investigar até que época da pré-história se estende o conhecimento da astronomia, e até que ponto ela pode ser considerada "impossível" (tão "impossivel" quanto os mapas de Piri Reis). 0 resultado é simplesmente extraordinário. Um filósofo grego, Próclos (410-484), disse que no círculo fechado dos discípulos de Platão, até as vésperas da penetração definitiva , do cristianismo, tinha-se um conhecimento adiantadíssimo a respeito do universo. Somente mil anos mais tarde, com o impacto do Renascimento, esse conhecimento começou a se desenvolver novamente desde o início e com muitas dificuldades. Ou, talvez, esse conhecimento sempre tenha sido transmitido através de seitas secretas de iniciados em um mistério nunca totalmente perdido. Os egípcios identificaram Sírius a Ísis, sua deusa suprema. Quando o cristianismo se espalhou, o papel de Maria, mãe de Jesus, foi minimizado. Com o correr do tempo, porém, aconteceu uma osmose com a crença em Ísis, intensa em toda a região do Mediterrâneo e até nas terras ocupadas pelos romanos. Cada vez mais Maria foi sendo deificada. Podemos dizer que, em um determinado momento, ela se tornou muito mais popular que o próprio Cristo. Algumas vezes ela é venerada com sua imagem cercada de estrêlas, e é chamada SteIla Maris, em uma imagem estranha, sem que o povo fique ciente disso. Em alguns lugares da França, como por exemplo na catedral de Chartres, no Flandres (Halle), existe uma devoção antiqüíssima ao redor das Madonas Negras. Não se trata de estátuas enegrecidas sob a influêñcia do tempo, mas de estátuas propositadamente esculpidas com madeira preta. Todos os estudos dedicados a essas madonas mostram que os arqueólogos não sabem o que fazer com elas. Alguns especialistas pensam tratar-se de relíquias de Ísis datando dos primeiros tempos de veneração de Maria , mas admitem que a cor negra ainda não foi explicada. A esta altura , deve-se ter concluído conosco o segredo : Maria foi identificada com Nephtys, irmã negra de Ísis, a misteriosa estrela invisível que os 
dogons chamam Po Tolo , e nós , Sírius B .

FONTE
Extraído de um artigo de Hubert Lampo - 1979
O MISTÉRIO DE SIRIUS, Robert Temple  

O EX PRESIDENTE LULA NÃO É CHEFÃO E NUNCA FOI BANDIDO ELE É UM LÍDER DA CLASSE TRABALHADORA

O ex presidente Lula não é chefão e nunca foi bandido ele é um líder que defende os interesses da classe trabalha...