terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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BLOG VERSÃO BRASILEIRA EXTRA-OFICIAL : O GOLPE DE ESTADO DE 1964 E A INFLUÊNCIA DO EMPRES...: A MAÇONARIA E O GOLPE DE CLASSE DE 1964 (A PARTICIPAÇÃO DO GENERAL VERNON WALTERS) Homenagem a os maçons livres que abertamente ...

A NSA MONITORA AS COMUNICAÇÕES DO BRASIL, ÍNDIA, RUSSIA, CHINA



LUIZ ALBERTO MONIZ BANDEIRA 


A NSA “monitora não só [as comunicações] do Brasil como também da Índia, potências que formam com a Rússia e China um grupo a que os Estados Unidos não pode se submeter nem controlar. E isso Washington, seja sob o governo de George W. Bush ou de Barak Obama, não aceita. Essa é a avaliação de Luiz Alberto de Vianna Moniz Moniz Bandeira, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e professor titular de História da Política Exterior do Brasil no Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB).
Moniz Moniz Bandeira, que ganhou o Troféu Juca Pato de Intelectual do Ano em 2005, por sua obra Formação do Império Americano, destaca um aspecto da espionagem que se relaciona com a política externa dos EUA o fato de o país ter aperfeiçoado vários tipos de operações de guerra psicológica e paramilitares. “Elas jamais deveriam ser atribuídas à CIA ou ao governo dos Estados Unidos, e sim a outras pessoas ou organizações.
A técnica consistia essencialmente na ‘penetration’ em buscar aliados na oposição interna e nos meios militares, cooptá-los e financiá-los, visando a influenciar, por meios encobertos, sua política doméstica e sua política exterior”, explica.
Confira a íntegra da entrevista, concedida por e-mail, abaixo.
Fórum – Quando a espionagem ganhou maior importância para os EUA como um dos pilares da sua lógica de defesa e expansão imperialista?
Moniz Bandeira – O conhecimento do inimigo, da configuração do terreno e do tempo, bem como de outros fatores, sempre foi fundamental em todas as guerras, conforme ensinou o famoso general e estrategista chinês Sūnzǐ, conhecido como Sun Tzu (544 a.C). A espionagem, portanto, constitui um elemento essencial na história dos Estados Unidos, um país que em 235 anos de existência, desde a sua fundação, em 1776, esteve envolvido em 214 anos de guerra, com apenas 25 de paz. Durante a guerra da Independência (1775–1783), George Washington, em carta datada de 26 de julho de 1977, escreveu sobre a necessidade e urgência de coletar boa inteligência. Consta que seu primeiro espião profissional foi Thomas W. Knowlton (1740 –1776), que serviu como coronel dos rangers na Revolução Americana, com a tarefa de coletar inteligência. Morreu na batalha Harlem Heights (1776).
Com o desenvolvimento da tecnologia, os Estados Unidos, antes da II Guerra Mundial, estabeleceram eficiente sistema de captação e decifração de códigos, o Signal Intelligence Service (SIS), da Marinha, que executou a operação Magic. Em 1940, interceptou as mensagens de Tóquio e, quebrando e decifrando e código Purple, soube que o Japão começaria a guerra nos primeiros dias de dezembro de 1941. Diversas mensagens interceptadas pelo SIS e decodificadas pela Magic, nos dias 3, 4 e 5 de dezembro, indicaram inequivocamente o interesse do Japão na esquadra americana estacionada em Pearl Harbor. Não se obteve informação conclusiva de que o Japão atacaria Pearl Harbor em 7 de dezembro, mas havia indicações seguras de que algo significativo ocorreria, naquele dia, em torno das 13 horas de Washington, ou seja, em torno das 7h30 do Havaí. O ataque a essa base naval, portanto, não surpreendeu Washington. Mostro o que aconteceu no meu livro Formação do Império Americano.
Fórum – E depois?
Moniz Bandeira – Após o começo da Segunda Guerra Mundial, o presidente Franklin D. Roosevelt, em 13 de junho de 1942, criou o Office of Strategic Services (OSS) com o objetivo não apenas de coletar e analisar informações estratégicas, requeridas pelo Estado Maior Conjunto, mas também de realizar operações encobertas por trás do front inimigo, isto é, na Europa e na Ásia. Mas as atividades de inteligência na América Latina ainda continuaram com o FBI, enquanto o Exército e a Marinha reservavam suas áreas de responsabilidade. Agentes do OSS, em 1943, foram encarregados de treinar as tropas do Komintang na China e Burma, onde integrantes do Detachment 101 recrutaram os Kachins, tártaros ainda em estado selvagem, para a guerra contra o Japão.
Fórum – Quando a CIA foi criada? Moniz Bandeira – A CIA foi criada, em 1947 pelo governo do presidente Harry Truman, como sucessora do Office of Strategic Services (OSS), e também não se dedicou somente à coleta de inteligência. Ela desenvolveu principalmente a técnica da subversão, por meio de covert atctions, como instrumento de política exterior dos Estados Unidos. Aperfeiçoou vários tipos de operações de guerra psicológica e paramilitares. Elas jamais deveriam ser atribuídas à CIA ou ao governo dos Estados Unidos, e sim a outras pessoas ou organizações. A técnica consistia essencialmente na “penetration”, em buscar aliados na oposição interna e nos meios militares, cooptá-los e financiá-los, visando a influenciar, por meios encobertos, sua política doméstica e sua política exterior. A regra mais importante na sua execução era a possibilidade de “plausible denial”, ou seja, negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado, ou qualquer operação terrorista, a fim de evitar consequências no campo diplomático. A plausible deniability, usada para evitar que acusassem os Estados Unidos de intromissão nos assuntos internos de outros países, tornou-se uma característica essencial de sua diplomacia, confirmando in fragantio que os alemães consideravam a Heuchelei (hipocrisia) nas virtudes americanas.
Fórum – A hipocrisia é uma constante na política exterior dos Estados Unidos? Moniz Bandeira – Sim. Haja visto a questão das armas químicas, armada como pretexto para invadir a Síria e promover a mudança do regime. Durante a guerra no Vietnã, os Estados Unidos empreenderam e ampliaram a guerra química e bacteriológica, iniciada com a Operation Ranch Hand, depois denominada Research and Development (RD), em 1961, quando dois aviões C-123 realizaram seis sortidas, espargindo um total de 50 mil galões de herbicida e desfolhantes químicos no Vietnã do Sul. Essas substâncias químicas para defoliation não apenas destruíam a folhagem das árvores, a vegetação, o solo e o meio ambiente como causavam envenenamento da população . Também não se pode esquecer as terríveis bombas da napalm lançadas, entre 1965 e 1972, no Vitenã e Camboja pela Força Aérea dos Estados Unidos. Essa substância – napalm – é a mistura de plástico polistireno, benzina e gasolina, formando uma espécie de geleia, que, quando acendida, ferve até 212°F e eleva a a temperatura de 1.500°F a 2.200°F, afixada no corpo da vítima. O Agente Laranja foi outra arma química usada pelos Estados Unidos, a qual, segundo a Cruz Vermelha do Vietnã, causou 4,8 milhões de mortes e o nascimento de cerca de 400 mil crianças com defeitos.
Fórum – Que tipo de papel a CIA passou a ter, com a sua criação, para os interesses dos EUA no exterior? Moniz Bandeira – A diretriz NSC 10/2, de 18 de junho de 1948, ampliou atividades clandestinas da CIA, além de promover covert action e guerra psicológica, e a incumbiu de realizar propaganda, guerra econômica, ações preventivas diretas, incluindo sabotagem, demolição, medidas de evacuação, subversão contra governos hostis, inclusive assistência aos movimentos de resistência, guerrilhas, bem como apoio aos elementos anticomunistas nos países do “Mundo LIvre”. Assim, nos anos subsequentes, os Estados Unidos construíram gigantesca máquina de inteligência e de guerra. A “segurança nacional” tornou-se a justificativa para imensos gastos com defesa, operações encobertas, e a CIA converteu-se mais e mais em uma força paramilitar, além de suas funções de espionagem e coleta de inteligência. Durante a Guerra Fria, ela e o Pentágono adquiriram enorme relevância, quiçá maior do que o Departamento de Estado, na política exterior dos Estados Unidos. Encorajou e patrocinou tanto golpes militares quanto assassinatos, sabotagens e as mais diversas atividades terroristas, visando à mudança de governos (regime change) e à consecução dos objetivos táticos e estratégicos dos Estados Unidos. Em 1963, o ex-presidente Harry Truman, que a criara, percebeu que a CIA se tornara um monstro, “a policy-making arm of the Government”[um braço de elaboração de políticas do governo], não escondeu que ficava perturbado ao ver que ela se tornara “a symbol of sinister and mysterious foreign intrigue – and a subject for cold war enemy propaganda” [um símbolo da sinistra e misteriosa intriga estrangeira – e um tema para a propaganda inimiga na Guerra Fria], e declarou que nunca havia pensado que ela seria injetada “into peacetime cloak and dagger operations” [em operações secretas e covardes em tempos de paz].
Fórum – Após o término da Guerra Fria, um dos principais argumentos para a espionagem norte-americana acabou esvaziado. Como se justificou a manutenção de um orçamento quase que ilimitado para seu serviço de inteligência e espionagem? Moniz Bandeira – Os Estados Unidos, no governo do presidente Jimmy Carter (1977-1981), encorajaram o ressurgimento do fundamentalismo islâmico, com o objetivo de desestabilizar a União Soviética a partir das Repúblicas muçulmanas da Ásia Central, e formar um green belt, um cinturão islâmico, com a colaboração do Paquistão e da Arábia Saudita, para promover aJihad [guerra santa] contra os “comunistas ateus” no Afeganistão. E o terrorismo entrou na agenda do presidente Ronald Rea­gan (1981-1989) como a nova ameaça a enfrentar. A questão, entretanto, não era nova. Nas décadas de 1960 e 1970, tanto a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) quanto a Frente de Libertação Nacional (FLN), da Argélia, e a Frente de Libertação da Eritreia (FLE) recorreram a esse método de luta, sem que se configurasse ameaça internacional.
Foram a CIA e o Inter-Services Intelligence (ISI) do Paquistão e o Ri’āsat Al-Istikhbārāt Al-’Āmah, serviço de inteligência da Arábia Saudita, que institucionalizaram o terrorismo em larga escala, com o estabelecimento de campos de treinamento no Afeganistão, a fim de combater as tropas da União Soviética (1979-1989), fornecendo aos mujahidin [aquele que se empenha na luta ou “guerreiro santo”] toda sorte de recursos e sofisticados petrechos bélicos – de 300 a 500 mísseis antiaéreos Stinger, dos Estados Unidos. O próprio general Pervez Musharraf, ex-ditador do Paquistão, confessou em suas memórias que os Estados Unidos, o Paquistão e a Arábia Saudita foram os que se aliaram na Jihad do Afeganistão e criaram “our own Frankenstein’s monster”. A CIA forneceu em torno de US$ 3,3 bilhões, dos quais pelos menos a metade proveio do governo da Arábia Saudita. Os EUA necessitam sempre criar ameaças, a fim de justificar a demanda de novos armamentos, de alimentar com recursos financeiros o complexo industrial-militar, sustentáculo de sua economia. Nos últimos anos, nenhum setor econômico cresceu tanto quanto a indústria de armamentos, daí o afã doentio pelas guerras, não apenas do presidente George W. Bush, mas também do Prêmio Nobel da Paz, o presidente Barack Obama, cujos gastos militares, da ordem de US$ 685,3 bilhões em 2012, ainda foram 69% mais altos em termos reais do que em 2001, quando começou a “war on terror”, no Afeganistão, e em 2013, com a invasão do Iraque.
Fórum – Empresas dos Estados Unidos? Moniz Bandeira – Sim. Das cem maiores empresas de armamentos e equipamentos bélicos que mais ganharam com os gastos de guerra, segundo o Instituto de Investigação da Paz, de Estocolmo (Sipri), 47 são dos Estados Unidos. Elas monopolizaram 60% das vendas totais de armamento produzido pelas cem maiores, e daí a correlação entre o gasto militar e engravescimento da dívida pública dos Estados Unidos.
Fórum – Qual o papel da NSA?
Moniz Bandeira – Por volta de 1924, com o progresso tecnológico, a Marinha dos Estados estabeleceu postos de communications intelligence [COMINT], e electronic intelligence [ELINT] entre a China e Oahu, no arquipélago de Havai, para a captação das comunicações eletrônicas do Japão. Esse sistema desenvolveu-se e estendeu-se entre as duas guerras mundiais. E a National Security Agency foi formalmente instituída, em memorândum do presidente Harry Truman, em 24 de outubro de 1952, substituindo a Armed Forces Security Agency (AFSA), criada em maio de 1949, no âmbito do Ministério da Defesa. A Guerra Fria estava no auge e, ao contrário da CIA e da DIA (Defense Intelligence Agency), do Exército, agências encarragadas de humint(human intelligence), a função da NSA, também na jurisdição, era a de Sigint, isto é, a de captar e decifrar comunicações eletrônicas e de inteligência e reparti-las com o Departamento de Estado, a CIA e o FBI. Desde o fim dos anos 1960, porém, a coleta de inteligência econômica e informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico dos demais países tornou-se crescentemente um dos mais importantes objetivos da Comint , operado pela National Security Agency (NSA), dos Estados Unidos, e pelo Government Communications Headquarters (GCHQ), da Grã-Bretanha, que em 1948 haviam firmado um pacto secreto, conhecido como UKUSA (UK-USA) – Signals Intelligence (Sigint), formando um pool para interceptação de mensagens da União Soviética e demais países do Bloco Socialista.
Fórum – E por que a NSA monitora as comunicacões de outros países? Moniz Bandeira – Monitora não só do Brasil como também da Índia, potências que formam com a Rússia e China um grupo a que os Estados Unidos não podem submeter nem controlar. E isso Washington, seja sob o governo de George W. Bush ou de Barak Obama, não aceita. Conforme estabelecido, em 1992, o general Colin Powell, então chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, a dimensão estratégica dos Estados Unidos, com a dissolução da União Soviética, devia ser a full-fledged dominance, de modo a preservar sua “credible capability” de enfrentar qualquer potencial adversário que viesse a competir militarmente e, implicitamente, no mercado mundial. De fato, entretanto, os Estados Unidos sempre perceberam como adversário qualquer país que não obedecesse às suas diretrizes. E o Brasil voltou a inserir-se em tal categoria, desde que retomou uma política soberana e começou a projetar-se não só como potência econômica, mas também começando a projetar-se politicamente além da esfera regional.
Fórum – Que significa a full-fledged dominanceMoniz Bandeira – A full-fledged dominance implica, virtualmente, o fim da pluralidade dos Estados nacionais, tanto no Oriente como no Ocidente, e a consolidação do princípio de que a soberania nacional é contingente e condicional, não o privilégio de qualquer Estado. Isso significa que o Império Americano pretende legitimar o monopólio da violência organizada, acabar com a ONU, uma  vez que, com o poder de veto, a Rússia e a China se opõemmuitas vezes aos seus desígnios, como no caso da Síria, e assumir um poder incapaz de respeitar a vida humana, resultante de uma cultura trágica, formada ao longo de mais de dois séculos de guerras, isto é, de 214 anos de conflitos bélicos de high e low-intensity (apenas 21 de paz). No discurso pronunciado na abertura da 68a Assembleia Geral da ONU, o presidente Obama, evidenciando a mentalidade totalitária de que está imbuído, declarou que, se o Conselho de Segurança não fosse capaz de concordar com uma resolução, ameaçando a Síria, caso não abandonasse seu arsenal químico (o que o presidente Bashar al-Assad começou a fazer), mostraria que a ONU é incapaz de fazer valer as mais básicas leis internacionais. O presidente George W. Bush obedeceu à ONU quando invadiu o Iraque em 2003? O presidente Barak Obama respeitou a Resolução do Conselho de Segurança quando levou a Otan a bombardear a Líbia? Não. E, no mesmo discurso, insistiu na doutrina de que os Estados Unidos desempenham um papel “excepcional” e que, se deixassem de fazê-lo, criaria um “vácuo de liderança, que nenhuma outra nação estaria pronta para preenchê-lo”. Não seria exagero comparar essa crença no “excepcionalismo” dos Estados Unidos, como “nação indispensável”, com a teoria da raça superior que Adolf Hitler defendeu para os alemães. F
FONTES
Por LUIZ ALBERTO MONIZ BANDEIRA 

Luiz Alberto Moniz Bandeira é doutor em ciência política, professor titular de História da Política Exterior do Brasil, na Universidade de Brasília (aposentado) , e autor de mais de vinte obras, entre as quais O Governo João Goulart: As lutas sociais no Brasil (1961-1964), cuja 7ª. Edição revista e ampliada, lançada pela Editora Revan em 2001, Brasil, Argentina e Estados Unidos: Conflito e integração na América do Sul (Da Tríplice Aliança ao Mercosul), e De Marti a Fidel: a revolução cubana e a América Latina.

Edição 127 da revista Fórum.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"A CONSPIRAÇÃO" O BLOG DE RODRIGO VERONEZI GARCIA : A TÉCNICA DE GOLPE DE ESTADO DA CIA ESTA SENDO APL...

"A CONSPIRAÇÃO" O BLOG DE RODRIGO VERONEZI GARCIA : A TÉCNICA DE GOLPE DE ESTADO DA CIA ESTA SENDO APL...: As operações de guerra psicológica implicam propaganda e divulgação, ou seja, campanha através da mídia, junto às diversas organi...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A TÉCNICA DE GOLPE DE ESTADO DA CIA ESTA SENDO APLICADA NA UCRÂNIA E NA VENEZUELA NESTE MOMENTO

As operações de guerra psicológica implicam propaganda e divulgação, ou seja, campanha através da mídia, junto às diversas organizações estudantis, sindicatos, outros grupos profissionais e culturais, bem como junto aos partidos políticos, sem que a procedência das informações possa ser atribuída ao governo americano. Ela é efetivada, muitas vezes, por agentes da CIA, estacionados na Embaixada Americana como diplomatas, ou homens de negócios, estudantes ou aposentados, enquanto as operações paramilitares consistem na infiltração em áreas proibidas, sabotagem, guerra econômica, apoio aéreo e marítimo, financiamentos de candidatos nas eleições, suborno, assassinatos (executive actions) pela Division D, dentro do projeto conhecido como ZR/RIFLE[8], 




A TÉCNICA DE GOLPE DE ESTADO DA CIA ESTA SENDO APLICADA NA UCRÂNIA E NA VENEZUELA NESTE MOMENTO

A CIA e a técnica do golpe de Estado*




“Friday, April 3, 1964 - 12:06 p.m.

Thomas Mann: I hope you’re as happy about Brazil as I am.

Lyndon B. Johnson: I am.

Thomas Mann: I think that’s the most thing that’s happened in the hemisphere in three years.

Lyndon B. Johnson: I hope they give us some credit, instead of hell”[1].




Curzio Malaparte, quando escreveu, nos anos 30, Técnica del colpo di Stato, ressaltou que “il problema della conquista e della difesa dello Stato moderno non è un problema politico, ma tecnico”[2]. Essa técnica, que se vinha modificando, no curso dos séculos, paralelamente à transformação da natureza do Estado[3], desenvolveu-se enormemente e ganhou maior dimensão, ao ser ampla e sistematicamente utilizada pelos Estados Unidos, como instrumento de política exterior e ingerência nos assuntos internos de outros países, desde a criação da Central Intelligence Agency (CIA), em 1947, durante o governo do presidente Harry Truman (1945-1953). “We must learn to subvert, sabotage and destroy our enemies by more clear, more sophiticated and more effective method than those against us” [4] – recomendou um documento secreto, anexado ao Doolitle Report para a Hoover Commission, em 1950[5].

A CIA, sucessora do Ofice of Strategic Services (OSS), dedicou-se não apenas à coleta de dados, mas a vários tipos de operações de guerra psicológica e paramilitares, conhecidas como PP ou KUKAGE, que jamais deveriam ser a ela atribuídas ou ao governo dos Estados Unidos e sim a outras pessoas ou organizações[6]. O ex-agente da CIA, Philip Agee reconheceu, em seu livro Inside the Company: Cia Diary, que essas operações são arriscadas porque quase sempre significam intervenção, pois visam a influenciar, por meios encobertos, os assuntos internos de outro país, com o qual os Estados Unidos mantém relações diplomáticas normais, e a técnica consiste essencialmente na “penetração”[7], buscando aliados desejosos de colaborar com a CIA. Daí que a regra mais importante na sua execução é a possibilidade de “plausible denial”, i.e., negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado, ou outra operação, uma vez que, se fosse descoberto seu patrocínio, as conseqüências no campo diplomático seriam graves.

As operações de guerra psicológica implicam propaganda e divulgação, ou seja, campanha através da mídia, junto às diversas organizações estudantis, sindicatos, outros grupos profissionais e culturais, bem como junto aos partidos políticos, sem que a procedência das informações possa ser atribuída ao governo americano. Ela é efetivada, muitas vezes, por agentes da CIA, estacionados na Embaixada Americana como diplomatas, ou homens de negócios, estudantes ou aposentados, enquanto as operações paramilitares consistem na infiltração em áreas proibidas, sabotagem, guerra econômica, apoio aéreo e marítimo, financiamentos de candidatos nas eleições, suborno, assassinatos (executive actions) pela Division D, dentro do projeto conhecido como ZR/RIFLE[8], treinamento e manutenção de pequenos exércitos (covert actions) etc[9]. Essas operações tipificam a técnica do golpe de Estado, que a CIA desenvolveu e aplicou no Brasil e em diversos países da América Latina, nos anos 60 e 70 do século XX, radicalizando, artificialmente, as lutas sociais, até ao ponto de provocar o desequilíbrio político e desestabilizar governos (spoling actions), que não se submetiam às diretrizes estratégicas dos Estados Unidos. “In some cases, a timely bombing by a station agent, followed by mass demonstrations and finally by intervention by military in the name of the restoration of order and national unity – revelou Philp Agee, acrescentando que as operações políticas da CIA foram responsáveis por coups, que obedeceram ao mesmo padrão no Irã, em 1953, e no Sudão, em 1958.

Os agentes da CIA e seus mercenários nativos, encarregados de promover “hidden World War Three”[10], executaram no Brasil, desde 1961, as mais variadas modalidades de covert action e spoiling action, engravescendo a crise interna e induzindo, artificialmente, o conflito político à radicalização, muito além dos próprios impulsos intrínsecos das lutas sociais, das quais a comunidade empresarial norte-americana participava como significativo segmento de suas classes dominantes. Àquele tempo, as corporações multinacionais, em busca de fatores mais baratos de produção, não podiam tolerar nos new industrializing countries nenhum governo de corte social-democrático, que, sob influência dos sindicatos, favorecesse a valorização da força de trabalho. E, conquanto o presidente John F. Kennedy (1961-1963) condenasse, formalmente, os golpes de Estado e privilegiasse a democracia representativa como forma de evitar revoluções e combater o comunismo, os Estados Unidos trataram de enfraquecer e derrubar o governo do presidente João Goulart, não apenas por causa de algumas nacionalizações, mas, sobretudo, com o objetivo de modificar a política externa do Brasil, que defendia os princípios de autodeterminação dos povos e se opunha à intervenção armada em Cuba.

Em 11 de dezembro de 1962, Kennedy reuniu o Comitê Executivo do Conselho de Segurança Nacional para examinar a “ameaça comunista” no Brasil e a crise do seu balanço de pagamentos. Ao que tudo indica, naquela oportunidade, decidiu-se que os Estados Unidos suspenderiam totalmente qualquer financiamento ao Governo Goulart, nada fazendo, como prorrogação de vencimentos, para aliviar as dificuldades de suas contas externas, e só destinando recursos aos Estados, depois denominados “ilhas de sanidade administrativa”, cujos governadores eram militantes anticomunistas. No dia seguinte, ao falar a imprensa, Kennedy referiu-se duramente à situação do Brasil, declarando que uma inflação de 5% ao mês anulava a ajuda norte-americana e aumentava a instabilidade política. Segundo ele, uma inflação no ritmo de 50% ao ano não tinha precedentes e os Estados Unidos nada podiam fazer para beneficiar o povo brasileiro, enquanto a situação monetária e fiscal dentro do país fosse tão instável. Assim, publicamente, proclamou que o Brasil estava em bancarrota. E ao receber em audiência, no dia 13, o senador Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, e Alberto Lleras Camargo, ex-presidente da Colômbia, prognosticou que, não importando o que os EUA fizessem, a situação do Brasil devia deteriorar-se[11].

BAIXEM O LIVRO DE GRAÇA   http://pt.scribd.com/doc/168929928/A-CIA-e-a-tecnica-do-golpe-de-Estado


Por LUIZ ALBERTO MONIZ BANDEIRA 

Luiz Alberto Moniz Bandeira é doutor em ciência política, professor titular de História da Política Exterior do Brasil, na Universidade de Brasília (aposentado) , e autor de mais de vinte obras, entre as quais O Governo João Goulart: As lutas sociais no Brasil (1961-1964), cuja 7ª. Edição revista e ampliada, lançada pela Editora Revan em 2001, Brasil, Argentina e Estados Unidos: Conflito e integração na América do Sul (Da Tríplice Aliança ao Mercosul), e De Marti a Fidel: a revolução cubana e a América Latina.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

BLOG VERSÃO BRASILEIRA EXTRA-OFICIAL : O BLOG CONSPIRAÇÃO APOIA EDWARD SNOWDEN EX FUNCION...

BLOG VERSÃO BRASILEIRA EXTRA-OFICIAL : O BLOG CONSPIRAÇÃO APOIA EDWARD SNOWDEN EX FUNCION...: rkel. Ex-funcionário da agência de inteligência dos EUA, Edward Snowden ganhou notoriedade mundial no ano passado ao revelar que Wa...

O BLOG CONSPIRAÇÃO APOIA EDWARD SNOWDEN EX FUNCIONÁRIO D AGÊNCIA NORTE AMERICANA DE INTELiGÊNCIA



rkel.
Ex-funcionário da agência de inteligência dos EUA, Edward Snowden ganhou notoriedade mundial no ano passado ao revelar que Washington, por meio da NSA, espionava milhões de cidadãos estrangeiros, entre eles chefes de Estado e dirigentes de empresas.

O material desviado por Snowden denunciaram, que os Estados Unidos monitoraram, entre outros, a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel.




Lembrando aos leitores que o Blog Conspiração é de minha propriedade e aqui eu bato o escanteio e faço o gol e depois boto a minha cara para bater, e os ladrões miseráveis apoiados pela oposição que invadiram a minha conta do adsense só levam os lucros com os anúncios, mas voltando ao tema principal eu vou ser sincero e dizer aqui para todos que apoiam Edward Snowden que até as privadas do Palácio do Governo tem filmadoras e escutas da CIA e que a nossa Presidente esta sendo inclusive ameaçada pela Diplomacia Norte Americana para não dar em nenhuma hipótese asilo político para o ex funcionário da Agência Norte Americana de Inteligência Edward Snowden, ela não tem poder sozinha para autorizar isto e acho que deveriam levar o assunto para o Congresso ou para o Senado votar e tirar a responsabilidade que esta toda em cima dela, sem falar na mídia aqui do Brasil que esta intimamente ligada a mídia Norte Americana que também tem medo de seu governo e não quer ir contra para não ser acusada de terrorismo, aqui no Brasil eu já havia denunciado a espionagem da CIA muito antes de Edward Snowden desertar e confirmar o que eu já havia postado aqui há alguns anos como a espionagem na Petrobras e em outras estatais além do aliciamento da CIA em nossos policiais federais oferecendo cursos nos EUA e pagando as suas despesas, eu já paguei o preço por causa de minha denúncias aqui que na realidade nem recebi porque os lucros com, o adsense foram desviados, pedi ajuda as autoridades policiais, ao MPF e até mesmo a Presidente Dilma e ninguém me ajudou até agora porque todos tem medo dos Norte Americanos e de suas mentiras e manipulações, eles tem influência na Policia aqui e já tentaram me acusar de todos os artigos do código penal sem sucesso porque era tudo mentira e o que eles queriam era encobrir as denúncias que faço constantemente aqui no meu blog pessoal, mas vamos continuar a nossa luta e eu admiro a coragem de Edward Snowden e estou torcendo por ele e espero que ele consiga o asilo político porque ele merece e foi muito digno como ser humano ao denúnciar os métodos ilegais e criminosos usados pela NSA que ferem a constituição dos EUA e a constituição de qualquer país neste planeta e são contra os direitos humanos, a verdade é que a NSA é que deveria pedir asilo político no INFERNO, um ótimo dia a todos os leitores.   

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BLOG VERSÃO BRASILEIRA EXTRA-OFICIAL : A VERDADEIRAS ORIGENS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASI...

BLOG VERSÃO BRASILEIRA EXTRA-OFICIAL : A VERDADEIRAS ORIGENS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASI...: VEJAM O DOCUMENTO  Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que esta: de onde vêm esses bugres que os marean...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

"A CONSPIRAÇÃO" O BLOG DE RODRIGO VERONEZI GARCIA : EXPEDIÇÕES SECRETAS DO III REICH NO TIBET (AS CIDA...

"A CONSPIRAÇÃO" O BLOG DE RODRIGO VERONEZI GARCIA : EXPEDIÇÕES SECRETAS DO III REICH NO TIBET (AS CIDA...: Foram citados anteriormente alguns exploradores e obras ocultistas que falam de um reino subterrâneo habitado. Porém, encontram...

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O LIVRO A PRIVATARIA TUCANA (A GUERRA CONTRA O PATRIMÔNIO PUBLICO BRASILEIRO)


UM BREVE RESUMO DO LIVRO "A PRIVATARIA TUCANA"
















Com 200 páginas e 16 capítulos que jamais deixam cair seu contundente interesse, PRIVATARIA TUCANA é o resultado final de anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. na senda da chamada Era das Privatizações, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso, por intermédio de seu ministro do Planejamento, ex-governador de São Paulo, José Serra. A expressão “privataria”, cunhada pelo jornalista Elio Gaspari e utilizada por Ribeiro Jr., faz um resumo feliz e engenhoso do que foi a verdadeira pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, por meio das chamadas “offshores”, empresas de fachada do Caribe, região tradicional e historicamente dominada pela pirataria.
Essa “privataria” toda foi descoberta num vasto novelo cujo fio inicial foi puxado pelo repórter quando ele esteve a serviço de uma reportagem investigativa, encomendada pelo jornal “Estado de Minas”, sobre uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra para levantar um dossiê contra o ex-governador mineiro Aécio Neves, que estaria tendo romances discretos no Rio de Janeiro. O dossiê teria a finalidade de desacreditar o ex-governador mineiro na disputa interna do PSDB pela indicação ao candidato à Presidência da República, e levou Ribeiro Jr. a uma série de investigações muito mais amplas, envolvendo Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-tesoureiro das campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, o próprio Serra e três de seus parentes: Verônica Serra, sua filha, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marín Preciado. Serra e seu clã são o assunto central do livro, mas as ramificações e consequências sociais e políticas das práticas que eles adotam são vastas e fazem com que o leitor comum fique, no mínimo, estupefato.


Sem dúvida, o brasileiro padrão, mediano, que paga seus impostos, trabalha dignamente e luta pela vida com dificuldades imensas estará longe de compreender o complexo mundo de aparências e essências, fachadas e bastidores da corrupção política e empresarial, e toda a sofisticação desses crimes públicos que passam por “lavanderias” no Caribe, e, neste caso, o estilo objetivo e jornalístico de Amaury Ribeiro Jr. é de grande ajuda para que as ações pareçam inteligíveis para qualquer pessoa mais instruída.

Um dos principais méritos do livro é descrever toda a trajetória que o dinheiro ilícito faz, das “offshores” a empresas de fachadas no Brasil, e da subsequente “internação” desse dinheiro nas fortunas pessoais dos envolvidos. Neste ponto, o livro de Ribeiro Jr., embora não tenha nada de fictício, segue a trilha de livros policiais e thrillers sobre corrupção e bastidores da política, já que o leitor pode acompanhar o emaranhado e sentir-se recompensado pelo entendimento. O livro, aliás, tem um início que de cara convida o leitor a uma grande jornada de leitura informativa e empolgante, revelando como Ribeiro Jr., ao fazer uma reportagem sobre o narcotráfico na periferia de Brasília, a serviço do “Correio Braziliense”, sofreu um atentado que quase o matou e, descansando desse atentado, voltou tempos depois a um jornal do mesmo grupo, “O Estado de Minas”, para ser incumbido de investigar a rede de espionagem estimulada por Serra, mencionada no início. É o ponto de partida para tudo.


O que este PRIVATARIA TUCANA nos traz é uma visão contundente e realista como poucas dos bastidores do Brasil político/empresarial.
O desencanto popular com a classe política, nas últimas décadas, acentua-se dia após dia, e um livro como este só faz reforçá-lo. Para isso, oferece todo um manancial de informações e revelações para que o leitor perceba onde foi iludido e onde pode ainda crer na humanidade, pois, se a classe política sai muito mal, respingando lama, dessas páginas, ao menos o jornalismo investigativo, honesto e necessário, prova que os crimes de homens públicos e notórios não ficam para sempre convenientemente obscurecidos. Há quem os desvende. E quem tenha coragem de revelá-los.
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Imprensa ‘independente’ esconde livro sobre privataria tucana


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Nos últimos anos, qualquer livro de autoria de desafetos ou adversários políticos do ex-presidente Lula e/ou do PT recebeu monumental cobertura da grande mídia. Tais obras costumam ser anunciadas em portais de internet, revistas semanais, jornais, televisões e rádios apesar de não conterem nada além de insultos e acusações sem provas.





Que interesse público ou meramente jornalístico pode ter um livro que chama o ex-presidente Lula de “anta” ou outro que chama de “petralhas” os mais de um milhão de filiados do Partido dos Trabalhadores? Apesar disso, esses livros, escritos por pistoleiros contratados para caluniar e xingar, são anunciados o tempo todo pelos grandes meios de comunicação.





Neste fim de semana, chega ao público um livro que, apesar de jamais ter sido sequer mencionado em um grande jornal ou em qualquer outro grande meio de comunicação, era aguardado por dezenas de milhares de internautas que dele souberam através da blogosfera e dO livro recém-lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., acusado no ano passado pela grande mídia de integrar complô para montar dossiê contra José Serra, pode não conter apenas acusações sem provas ou meros xingamentos. Segundo o autor, apresenta provas de roubo de dinheiro público no processo que o jornalista Elio Gaspari batizou como “privataria”.





É revelador como o livro A Privataria Tucana jamais recebeu um único comentário inclusive do autor do termo que resume o que foi o processo de privatização de empresas públicas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ou seja, um dos maiores saques sofrido pela nação em toda a sua história e que superou até a roubalheira da ditadura militar.





A imprensa que vive se dizendo “independente”, portanto, ao tentar esconder o livro “proibido” está dando a ele a maior contribuição que poderia.






Explico: se fosse uma obra fraca, com denúncias fracas, seria excelente alvo para veículos partidarizados como Globo, Veja, Estadão e Folha. Se a escondem, é porque seu conteúdo deve ser arrasador. E como quem se interessa por assuntos assim certamente tem acesso à internet e a blogs políticos, a censura aumentará o interesse.






Os grandes meios de comunicação fazerem de conta que não viram o livro, portanto, talvez seja tão importante quanto seu conteúdo, pois pessoas bem-intencionadas que têm dúvidas sobre o partidarismo político daqueles meios agora dispõem de prova incontestável desse partidarismo.





Ora, imprensa que se diz “independente”, se fosse mesmo não precisaria concordar com um livro considerado bombástico para noticiar seu lançamento ou para produzir análises de seu conteúdo. O lançamento da obra é um fato político saboroso para qualquer jornalista de verdade. Aliás, é escandaloso que o autor do termo “privataria” tenha se calado.e uma única revista semanal, a Carta Capital.


alguma novidade dos 45 escandalos do PSDB?//


5 - Propina na privatização


A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil,é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.





A Privataria Tucana - Jornal da Record News


A Privataria Tucana - Por Maurício Ricardo
http://www.youtube.com/watch?v=KjwRtgUHbQw&feature=related
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"A privataria tucana" Humberto Costa quer apuração sobre denúncias. 14.12.2011
http://www.youtube.com/watch?v=DiNSem3A0Wc&feature=related









A PRIVATARIA TUCANA
Copyright c 2011 by Amaury Ribeiro Jr.
1a edicao — Novembro de 2011
1a reimpressao — Dezembro de 2011
Grafia atualizada segundo o Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa
de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009.
Colecao Historia Agora
Editor e Publisher
Luiz Fernando Emediato
Diretora Editorial
Fernanda Emediato
Produtora Editorial
Renata da Silva
Assistente Editorial
Diego Perandré
Capa e Projeto Grafico
Alan Maia
Preparacao de Texto
Josias A. Andrade
Revisao
Gabriel Senador Kwak
Dados Internacionais de Catal ogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Ribeiro Junior, Amaury
A privataria tucana / Amaury Ribeiro Jr.. ‑‑
Sao Paulo :
Geracao Editorial, 2011. (Colecao historia agora ; v. 5)
ISBN 978-85-61501-98-3
1. 1. Brasil - Politica e governo 2. Jornalismo
politico 3. Privatizacao - Brasil 4. PSDB (Partido
politico) - Brasil I. Titulo. II. Serie.
11-12469 CDD
Índices para catálogo sistemático

Email: geracaoeditorial@geracaoeditorial.com.br

www.geracaoeditorial.com.br

2011


Impresso no Brasil

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

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HOSPITAL DAS CLÍNICAS VAI TRATAR JOVENS E IDOSOS VICIADOS E DEPENDENTES DA REDE GLOBO




Estão abertas a partir desta quinta-feira (13) as inscrições para tratamento de idosos e adolescentes dependentes da REDE GLOBO do Hospital das Clínicas (HC). Em 2006 e 2007, o hospital já havia aberto inscrições para o tratamento do mesmo problema em adultos. Desta vez, o foco são os adolescentes de entre 12 e 17 anos.
FAÇA O TESTE E VEJA SE VOCÊ É DEPENDENTE DA REDE GLOBO 

“Quando fizemos a convocação para adultos, apareceram muitas mães preocupadas com o filhos”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do tratamento no HC.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (11) 3069-6975 ou pelo 
site do grupo. São 15 vagas para encontros conjuntos semanais. “Observando no outro, talvez facilite reconhecimento do problema”, explica Nabuco.

Os sintomas dos dependentes da Rede Globo são semelhantes aos de qualquer outro vício. A pessoa começa a ter dificuldades de controlar o uso ou envolvimento com a rede e passa a comprometer outras áreas de sua vida.

“Muitas vezes, os casos entre os adolescentes superam a gravidade dos adultos”, afirma Nabuco. O psicólogo relata a história de um jovem que, dos 14 aos 16 anos, parou de sair de casa, deixou a escola e os amigos, por não conseguir se desligar d
a Rede Globo r. Em outro caso, um idoso chegava a passar 40 horas seguidas vendo novelas e não parava nem para comer ou ir ao banheiro.
Nossa hipótese é que esses comportamentos são muito mais sintomas que problemas em si mesmos. As pessoas já trazem alguma dificuldade de fundo que se manifesta desta forma”, explica a psicóloga Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI) da PUC-SP.
O grupo dá orientações por email a dependentes de internet. O trabalho é diferente da psicoterapia por ser focado em apenas um problema, ter curta duração e não implicar em vínculo entre paciente e terapeuta.
O atendimento leva, em média, entre quatro e seis semanas, e é feito por email. “Muitas vezes, principalmente entre os adolescentes, o vício é uma forma também de chamar atenção”, analisa Rosa. Quem quiser receber o serviço de orientação do NPPI deve mandar um email paranppi@pucsp.br.




A televisão, por exemplo, põe claramente em evidência como as mensagens negativas, tais como as informações, os filmes de terror e de violência, influenciam o comportamento do telespectador. A televisão é, no entanto, principalmente utilizada para sugerir opiniões. Como pensar, agir e parecer. O que é preciso possuir para ser inteligente e qual orientação política tomar. LULA E DILMA são maus , mas FHC, Serra, Yeda Crussius, Geraldo Alckmin são bons .hahahahahahaha a mentira mais recente da mídia. 



O controle da informação

Já na época da Revolução francesa, os Iluminados da Baviera começaram a expandir sua propaganda nos círculos de leitura, para ganhar os leitores para seus desígnios. Mais tarde, no século XIX, quando os Rothschild retomaram o banco da Inglaterra, eles serviram-se do jornal judeu Reuters com a mesma intenção subjacente.


Assim, também, as edições de jornais alemães, como Wolff, e franceses, como Havas, tiveram como finalidade criar um monopólio internacional de informações.

O CFR (Council of Foreign Relations) e o RIIA (Royal Institute for International Affairs) foram criados pela Round Table para expandir a influência desta. O RIIA já havia sido imaginado por Cecil Rhodes, homem de Estado, britânico, sul africano e magnata do diamante, que desejava estender a dominação britânica ao mundo inteiro, mas sobretudo aos Estados Unidos.

O social conditioning do RIIA, já mencionado, é um meio de controlar as massas. Esse instituto formou o comandante John Rawlings Rees, técnico militar, que inaugurou, mais tarde, o Tavistock Institute for Human Relations em Sussex, na Inglaterra. O Tavistock Institute é o núcleo duro da conduta de guerra psicológica da Inglaterra. Como já mencionei, os métodos de Tavistock foram empregados na Inglaterra e também nos Estados Unidos para manipular as massas, servindo-se não somente da imprensa, mas também do rádio e do cinema. Podemos, no presente, qualificar esses métodos utilizados durante décadas de lavagem cerebral.
O CRF é em parte responsávelpela criação da ONU, que lhe serve de ferramenta para alcançar a Nova Ordem Mundial, quer dizer, um governo mundial único.

Segundo os dados do Spotlight e de outras fontes já mencionadas no decorrer deste livro, o CFR detém atualmente o controle total do governo dos Estados Unidos, em colaboração com a “Comissão Trilateral”. Assim também, os postos de dirigentes dos serviços de informação são todos ocupados por membros do CFR. Trata-se, entre outros, da Reuters, Associated Press, United Press, Wall Street Journal, Boston Globe, New York Times, Washington Post, ABC, NBC, CBS e RCA. A maior parte dos jornais internacionais utiliza as mesmas fontes. Os homólogos alemães do CFR são os Bilderberger e a Deustsche Gesellschaft für Auswärtige Politik (Sociedade alemã de política estrangeira), DGAP. Por seu intermédio acrescentam-se, por exemplo, o Frankfurter Allgemeine, o Bilzertung e Die Zeit (existem certamente outros). Os membros do CFR, eles mesmos ligados ao RIIA e ao “Comitê dos 300” detêm também os postos-chaves nos maiores trustes de energia, nos aparelhos militares e no governo dos Estados Unidos.
Através da influência da Round Table, do “Comitê dos 300” dos Bilderberger, do RIIA e do “Clube de Roma”, a situação é válida também para a Europa. A SKull & Bones - ordem dos Illuminati - forma o círculo “interior” do CFR e inclui, por esse fato, outras mídias: Time-Life, National Review, Minneapolis Star, Atlantic Monthly, Fortune, etc. Em 1880 a ordem Skull & Bones fundou a “Federação Econômica Americana” e a “Federação Americana de História”.

No fim do século passado, a Skull & Bones já tinha uma influência considerável sobre o sistema educativo e escolar. Timothy Dwight era presidente da Universidade de Yale e as Universidades de Cornell e John Hopkins eram igualmente dirigidas por membros da Skull & Bones. Incluamos na lista McGeorge Bundy, que co-dirigiu a guerra do Vietnã como conselheiro da segurança de Kennedy e do presidente Lyndon Johnson e que era igualmente deão da Universidade de Harvard. Toda a informação que vai contra as diretrizes da “Federação Americana de História”, portanto, contra a Skull & Bones, é banida do programa de ensino. Na Alemanha e em todos os outros países do mundo acontece a mesma coisa.

Na Rússia e na ex-RDA, ensinou-se seguindo as diretrizes comunistas, ditas “Iluminadas”, e nos países árabes ou judeus, seguindo os interesses destas nações. O mais importante para ele era educar o ser humano a não pensar, a não servir-se de seu discernimento e a não agir de uma maneira autônoma.
No ano de 1946, a Rockefeller Foundation tinha investido US$ 139.000 para dar uma versão oficial da Segunda Guerra Mundial que, de fato, dissimulava que o regime nazista tinha sido inteiramente edificado pelos banqueiros dos Estados Unidos. Um dos principais doadores foi a Standard Oil Corp., de Rockefeller.

Na sua origem, a Ford Foundation foi fundada graças aos fundos da indústria de automóveis de Henry Ford. Mas finalmente, membros da Skull & Bones infiltraram-se também nessa fundação e utilizaram seus bens para desviar o sistema escolar e embrutecer o público. O sistema escolar atual das nações ocidentais está igualmente controlado pelos Illuminati e suas ramificações. A maior parte dos organismos que editam os livros escolares são indiretamente financiados pelos Illuminatti.
McGeorge Bundy, igualmente membro da Skull & Bones, era conselheiro de segurança dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã. Em 1966, ele tornou-se presidente da fundação Ford e nomeou Harold Howe II, membro da Skull & Bones, como vice-presidente. Tudo o que se referia ao departamento de pesquisas e da educação era de sua alçada. As despesas anormais de fundos da fundação obrigaram a família Ford a demitir-se.

As técnicas de conduta de guerra psicológica que tinham começado na Wellington House foram aperfeiçoados no Tavistock Institute for Human Studies.






Essas técnicas estão descritas por Edward Bernay:

Graças ao crescimento demográfico, a ação dos Illuminati tem mais amplitude sobre a consciência dos povos. Com o auxílio dos serviços de informação, da imprensa, dos jornais, do telefone, do rádio, que são todos controlados pelos Illuminati, as idéias e as opiniões podem ser expandidas rapidamente através de todo o país. A manipulação consciente e inteligente do comportamento e da opinião das massas é um dos elementos mais importantes da sociedade democrática.

Aqueles que se servem desses mecanismos constituem o verdadeiro poder dirigente deste mundo.

A importância do papel da mídia não é mais uma dúvida em nossos dias.
O controle da imprensa

[...] Procederemos da seguinte forma com a imprensa:
Seu papel é o de excitar e inflamar as paixões entre o povo [...] e o público está muito longe de poder imaginar quem é o primeiro beneficiário da imprensa. [...]
Entre todos os jornais, haverá também quem nos atacará, mas como somos os fundadores desses jornais, seus ataques se dirigirão exclusivamente sobre os pontos que lhes teremos determinado com antecedência.

[...]

[...] Nenhuma informação será publicada sem antes ter recebido nossa aprovação. O que desde agora acontece, pois todas as notícias do mundo são reagrupadas somente em algumas agências.
Essas agências, estando sob nosso controle, só publicam o que aprovamos. [...]

[...] Nossos jornais serão de todas as tendências, aristocráticos, socialistas, republicanos, às vezes mesmo anarquistas, enquanto existir a constituição. [...]

[...] Esses idiotas que acreditarem que o texto de um jornal reflete sua própria 
Opinião 
 nada fazem, na realidade, a não ser repetir nossa 
opinião  ou aquela que desejamos ver exprimida. [...]

O Tavistock Institute é o núcleo duro da conduta de guerra psicológica da Inglaterra. Como já mencionei, os métodos de Tavistock foram empregados na Inglaterra e também nos Estados Unidos para manipular as massas, servindo-se não somente da imprensa, mas também do rádio e do cinema. Podemos, no presente, qualificar esses métodos utilizados durante décadas de lavagem cerebral.

O CRF é em parte responsável pela criação da ONU, que lhe serve de ferramenta para alcançar a Nova Ordem Mundial, quer dizer, um governo mundial único.

Segundo os dados do Spotlight e de outras fontes já mencionadas no decorrer deste livro, o CFR detém atualmente o controle total do governo dos Estados Unidos, em colaboração com a “Comissão Trilateral”. Assim também, os postos de dirigentes dos serviços de informação são todos ocupados por membros do CFR.Trata-se, entre outros, da Reuters, Associated Press, United Press, Wall Street Journal, Boston Globe, New York Times, Washington Post, ABC, NBC, CBS e RCA. A maior parte dos jornais internacionais utiliza as mesmas fontes. 

Toda a informação que vai contra as diretrizes da “Federação Americana de História”, portanto, contra a Skull & Bones, é banida do programa de ensino. Na Alemanha e em todos os outros países do mundo acontece a mesma coisa.

Na Rússia e na ex-RDA, ensinou-se seguindo as diretrizes comunistas, ditas “Iluminadas”, e nos países árabes ou judeus, seguindo os interesses destas nações. O mais importante para ele era educar o ser humano a não pensar, a não servir-se de seu discernimento e a não agir de uma maneira autônoma.

A televisão, por exemplo, põe claramente em evidência como as mensagens negativas, tais como as informações, os filmes de terror e de violência, influenciam o comportamento do telespectador. A televisão é, no entanto, principalmente utilizada para sugerir OPINIÕES.   



É exatamente o que, nos nossos dias, se passa com a televisão, que modela, conforme o arquétipo de cada nação, o comportamento psicológico dos telespectadores.

E, com 73 milhões de brasileiros na internet, ficou mais fácil os questionamentos encontrarem público. Fóruns de discussão, blogs de analise, leitores atento: todo mundo agora consegue apontar dedo para o que a imprensa tem feito de errado. A internet coloca em diálogo pessoas que antes estavam confinadas na condição de receptoras.

O EX PRESIDENTE LULA NÃO É CHEFÃO E NUNCA FOI BANDIDO ELE É UM LÍDER DA CLASSE TRABALHADORA

O ex presidente Lula não é chefão e nunca foi bandido ele é um líder que defende os interesses da classe trabalha...