terça-feira, 26 de junho de 2018

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Naquele tempo toda a humanidade falava uma só língua. 



Javé então, desce "para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam" e vendo o que faziam, decidiu confundir-lhes as línguas para impedir que prossigam com sua empreitada, dizendo "Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que não entendam a linguagem um do outro."

Nesta passagem, a descrição antropomórfica de Javé fica evidente quando ele "desce" e "vê" e mostra-se irritado com o desenvolvimento do povo, já que o objetivo da empreitada era não somente fazer uma torre que chegasse até o céu (a habitação de Deus), como evitar que os homens fossem espalhados pela Terra (Gn. 11:4), indo contra a ordem dada por Javé a Adão e Eva, para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Após o dilúvio Deus ordenou que o homem se espalhasse e povoasse a terra (Gn 9:7), mas contrariando a ordem de Deus, aquela população resolveu se unificar, edificando uma cidade na planície de Sinar (Suméria). A cidade de Babel é a primeira cidade mencionada depois do Dilúvio, e a região onde Babel foi edificada posteriormente seria a tão famosa Babilônia.
Junto com a edificação de Babel, aquele povo também começou a construir uma torre para fortificar a cidade, em uma atitude que era completamente contrária a vontade de Deus, e basicamente significava a materialização da recusa em se espalhar e povoar a terra.

A expressão “cujo cume toque os céus” demonstra perfeitamente a soberba daquela civilização bem como o avanço tecnológico que já possuíam na época. O texto de Gênesis 11 não esclarece se aquelas pessoas tinham medo de uma nova inundação, porém a estrutura da cidade, a imponência da torre, e a insistência de uma sociedade totalmente integrada, parecem indicar tal condição.

Curiosamente a expressão “Torre de Babel” não aparece no Antigo Testamento, mas é o nome popularmente adotado para se referir à torre da cidade de Babel.

A palavra para torre é migdol que significa “torre de vigia”. A palavra “Babel” vem de bavél e significa “portão de Deus” pela combinação do acadiano “Bab” com o hebraico “El“. O nome Babel também é explicado pela etimologia popular baseada numa raiz hebraica similar, no caso balal que significa “confusão”, “mistura”, que possuí relações fonéticas com a palavra “babel“.

Certo é que o nome Babel se tonou sinônimo de lugar do juízo de Deus, onde houve a confusão das línguas e o início das diferenças idiomáticas.
Na região não existiam pedras que pudessem ser utilizadas como tijolos e nem cal para ser usado como argamassa. Então, muitas construções naquela região foram construídas com tijolos de argila secos ao sol ou preparados em fornos, com o alicerce das edificações também de argila pisada, e o betume (alcatrão, lodo, piche) era utilizado como argamassa.

As conhecidas torres-templo mesopotâmicas, chamadas de Zigguratu ou Zigurate, são utilizadas como referência para entender como era o formato da Torre de Babel. Essas torres eram retangulares, construídas em níveis, acessíveis por escadarias e rampas, com um pátio que dava acesso ao segundo pavimento e outras escadarias, geralmente externas, levavam ao topo.

Geralmente essas torres possuíam três níveis, mas há indícios de Zigurates com até sete níveis. No topo da torre havia um santuário, onde ficava a imagem da divindade cuja edificação do Zigurate em questão honrava.

Estes são parâmetros, porém não se sabe quantos níveis a Torre de Babel tinha, nem se havia nela a função de santuário, até porque provavelmente sua edificação ficou inacabada juntamente com a própria cidade quando houve a dispersão dos habitantes (Gn 11:8).
Basicamente não se sabe exatamente o local em que a Torre de Babel foi construída, apenas a região é certamente conhecida. Devido a isso, existem algumas sugestões para o local da torre:

Alguns intérpretes concordam com a tradição transmitida por judeus e árabes de que a Torre de Babel seja o Templo de Nabu, em Birs Nimrud, cerca de 16 quilômetros ao sul da Babilônia. Essa torre-templo tinha sete níveis. A principal defesa dessa sugestão é que o nome Birs Nimrud é possivelmente uma variação de Birj Nimroud, que significa “Torre de Ninrode“.
A segunda sugestão defende que a Torre de Babel ficava localizada na cidade da Babilônia, e seria um conhecido Zingurate chamado Etemenanki, que significa “a casa da fundação do céu e da terra”. Essa construção era como uma pirâmide com degraus, com aproximadamente 100 metros de altura, e cerca de 10 mil metros quadrados de base. Essa construção foi conhecida na antiguidade como a Torre da Babilônia, e os habitantes daquele império acreditavam que o deus cultuado por eles descia no templo da torre para ter contato com eles. Essa torre foi destruída por Xerxes em 472 a.C., e o entulho provavelmente foi removido por habitantes da região, ficando no local apenas uma enorme cratera.
Alguns defendem que a Torre de Babel ficou em Du-Kurigalzu, a oeste de Bagdá no Iraque, porém essa possibilidade não é muito considerada, principalmente pelo fato da cidade ter sido edificada apenas em 1400 a.C.
Existe uma tradição judaica que acredita que Deus mandou fogo do céu e consumiu toda a Torre de Babel, inclusive seus alicerces, sendo impossível localizá-la.
Também existe outra tradição que afirma que a Torre de Babel tenha sido derrubada pela força do vento, e que nada sobrou dela.

Não sabemos exatamente onde está ou esteve a Torre de Babel, mas sabemos o principal sobre ela. Tanto a cidade de Babel quanto sua torre, representam de forma concreta a ambição do homem desde os tempos mais remotos, e sua insistência em desobedecer às ordens do Senhor.



Para nós, o relato mais importante da primeira parte do capítulo 11 é o juízo de Deus que veio sobre aquele povo, trazendo a confusão das línguas e dando início a dispersão geográfica da humanidade e o surgimento das diversas culturas e variedades idiomáticas.

No versículo 5, pode-se perceber um elemento antropomórfico na descida de Deus para ver a cidade e a torre que os homens estavam edificando. No versículo 6 Deus deixou claro que aquilo era apenas o começo, e que a ambição do homem não respeitaria mais limites em seus planos e projetos. Deus então trouxe juízo sobre aquele povo, e os espalhou por toda terra.

Existe também uma discussão se a confusão das línguas foi um evento global ou local. Alguns eruditos defendem que tal evento ocorreu apenas dentro da história semita. Sendo assim, eles entendem que o capítulo 11 pertence a uma seção do livro de Gênesis dedicado a história semita, e que a confusão das línguas teria originado diferentes dialetos apenas entre os semitas. Essa interpretação é bastante contestada.

A interpretação mais aceita sobre o capítulo 11 de Gênesis é a de que a confusão das línguas teve um impacto global, ou seja, a humanidade estava concentrada ali, e que antes disso todos falavam o mesmo idioma, o que parece claro nos versículo 1 e 6.

Sob este raciocínio, o autor de Gênesis utilizou um método de organização e construção de texto onde a primeira parte do capítulo 11 antecede cronologicamente o capítulo 10, ou seja, no capítulo 10 ele enfatiza a descendência de Noé e as divisões geográficas, e no capítulo 11 ele mostra como ocorreram tais divisões com a dispersão da raça humana.

Essa é outra pergunta que acumula muitas especulações. Na verdade não se sabe qual era o idioma inicial antes da confusão de línguas descrita no capítulo 11 do livro de Gênesis e, embora alguns sugiram o hebraico, não existe fundamentação nenhuma para defender essa possibilidade, principalmente pelo fato de que o próprio hebraico é originado de outros dialetos.

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