segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O QUE É O FASCISMO E PORQUE BOLSONARO É FASCISTA

















Eu vou explicar para todos os leitores porque a imprensa internacional esta comentando que o candidato a presidência Jair Bolsonaro é a materialização do ódio coletivo e por este motivo esta no segundo turno e muitos deputados e senadores desconhecidos também conseguiriam se eleger com o apoio dele criando uma bancada de deputados fascistas no congresso brasileiro. 

O historiador Emilio Gentile é considerado na Itália o maior especialista vivo sobre o assunto e vou associar agora o conhecimento dele com o que estamos assistindo aqui no Brasil 







O fascismo foi criado por Benito Mussolini - um ex-socialista - há quase cem anos. Originário da palavra latina "fascio littorio", um conjunto de galhos amarrados a um machado, símbolo do poder de punição dos magistrados na Roma Antiga, o experimento nasceu oficialmente em 23 de março de 1919, quando Mussolini fundou em Milão o grupo "Fasci di Combattimento", que reunia ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial (1914-18).


Com a Itália imersa no caos - à beira de uma guerra civil, com crise política, econômica e social, num momento em que o poder fugiu do controle do Estado -, e à sombra da revolução russa de 1917.

Exatamente igual ao Brasil que vemos hoje com uma crise política, econômica e social.     


Ainda em 1919, ocorreram ataques de brigadas fascistas - que depois se tornariam efetivamente milícias paramilitares - contra políticos de esquerda, judeus, homossexuais e órgãos da imprensa. Eles ficariam conhecidos como os "camisas negras". (exatamente como o Brasil de hoje com os camisas amarelas seguidores do Bolsonaro o querendo dar capim dos nordestinos e atacando políticos e judeus de esquerda, negros e homossexuais.)

         No final de 1921, nasceu o Partido Nacional Fascista (PNF), Hoje no Brasil o PSL do Bolsonaro  cujo símbolo era exatamente o "fascio littorio". Menos de um ano depois, Mussolini assume o poder. Ele fortaleceu sua influência na Itália angariando o apoio de industriais, empresários e do Vaticano. E hoje no Brasil é muito semelhante com o apoio do Edir Macedo da igreja Universal e do Malafaia além dos empresários interessados em acabar com o decimo terceiro dos trabalhadores e privatizar o nosso patrimônio público. Assim tornou-se referência para regimes autoritários mundo afora - Francisco Franco na Espanha, António Salazar em Portugal e, sobretudo, Adolf Hitler na Alemanha (que por muito tempo manteve um busto do Duce italiano em seu escritório) tiveram em Mussolini e no seu regime uma grande fonte de inspiração.

O fascismo sempre negou a soberania popular exatamente como quer fazer o General Mourão criando uma nova Constituição sem consultar o povo brasileiro.   

Regime totalitário baseado num partido único, a característica fundamental do fascismo foi a militarização da política (exatamente como a bancada de militares do PSL) , que era tratada como uma experiência de guerra: além do projeto de expansão imperial, com a supremacia fascista imposta no Estado e na sociedade, o regime tratava os adversários como inimigos que deveriam ser eliminados. No mês passado, a Itália lembrou os 80 anos da chamada lei racial, aprovada contra os judeus e que estava em consonância ao regime nazista de Hitler.


Para o sociólogo italiano Domenico de Masi, que conhece o Brasil há muitos anos, se não é possível falar num fascismo histórico como o implementado na Itália no século passado, não há dúvidas, por outro lado, de que Jair Bolsonaro (PSL) é um político de inspiração fascista - o candidato à Presidência disse recentemente num comício no Acre em "metralhar os petistas"

    A eliminação física de adversários era exatamente uma das características do regime de Mussolini.



'O fascismo sempre negou a soberania popular, enquanto o nacionalismo populista de hoje reivindica o sucesso eleitoral', diz Emilio Gentile


"Ele tem inspiração fascista no que diz respeito à relação do Estado com a economia, entre o poder civil e militar, política e religião. E com base num conceito de autoritarismo, acha que pode resolver problemas complexos com receitas fáceis", diz De Masi. (exatamente como o Bolsonaro pensa em resolver o problema da violência armando a população e liberando a polícia para matar a vontade um problema complexo que não se resolve materializando o ódio coletivo das massas.)

O sociólogo vê com inquietação a ascensão de governos e políticos com raízes "claramente fascistas". "Bolsonaro é como Salvini (Matteo Salvini, político de direita e vice-premiê italiano hoje). Os dois têm uma visão autoritária da sociedade. Brasil e Itália são sociedades muito distintas, mas vejo os dois muito parecidos",


 Domenico de Masi ressalta que, enquanto na Europa o que alimenta esse tipo de discurso é a imigração (e que tem, na Itália, o apoio das classes média e média-baixa), no Brasil o fenômeno é estimulado pelo ódio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores. "No caso brasileiro, o cidadão pobre do Nordeste é mais inteligente quanto ao perigo de Bolsonaro do que os ricos de São Paulo, que apoiam o candidato".



Numa coluna para o jornal inglês Tribune, em março de 1944, o escritor e jornalista George Orwell escreveu - o artigo intitulava-se "O que é fascismo?" - que todo aquele que usa indiscriminadamente a palavra fascismo está agregando a ela um significado emocional. "Por fascismo, eles estão se referindo, de maneira grosseira, a algo cruel, inescrupuloso, arrogante, obscurantista." Exatamente isto aqui no Brasil Bolsonaro é visto como um homem cruel, arrogante, inescrupuloso e que não gosta de nordestinos, negros, homossexuais, e políticos de esquerda além disto tudo é desumano e apoia ditadores e torturadores publicamente. 



              

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